segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

REENCONTRO DOS ESTUDANTES DE VIANA


Na foto, a partir da esquerda: João Maria, Antonio Lindoso, Ana Célia, Ademir Costa, Magela, João Sousa, Antonio Everton e Sirgenê.

Já estamos discutindo nosso reencontro, no próximo ano. Ontem, dia 30, em S. Luís, o almoço na casa de praia de João Sousa, foi iniciado com os abraços a cada chegada de amig@s e regado a cerveja e vinho.

Reencontro em 2009
No meio da conversa, ressurge a idéia de nos encontrarmos no próximo ano, ou em S. Luís ou em Viana. Em dias diferentes ou nos mesmos dias do Congresso Cultural e Ambiental de Viana, que ocorre há 11 anos, sempre no mês de julho. Há quem defenda que nós participemos do congresso, apresentando nossa análise da contribuição do Seminário São José e da Escola Normal para Viana e a região.

Ajude a decidir
A idéia do reencontro foi dada por e-mail, pelo Jorge. Ele falou por si e pelos que não puderam vir, pois moram longe e foram avisados em cima da hora. Surgiram opiniões a favor e contra nosso encontro ser durante o congresso. a gente decide ao longo do ano, conversando pelo blog e por e-mail. O espaço está aberto. Cada um dê sua opinião.

Conversa do dia 30
O que rolou: recordações, análise sobre o porquê de nosso seminário ter aquela feição, relatos sobre o que fazemos hoje e lamentação pelos que não vieram. De vez em quando, o telefonema de alguém: "estou chegando, um abraço a todos", eram as mensagens deixadas.

Quem esteve presente
João Sousa e Fátima, radiantes, receberam como só maranhense e piauiense (ela) do interior sabem receber; Everton veio com a mulher Sandra e o filho que completava 20 anos naquela data e recebeu parabéns; Sirgenê disse que não poderia faltar e elogiou a teima de Ademir com suas cartas insistentes; Ademir estava com a mulher Luísa e com a filha débora (os outros dois filhos mais velhos, Lucas e Ruth, ficaram no Ceará, em programação própria); Ana Célia chegou com duas filhas e não trouxe o filho mais velho porque este se tinha compromisso com a família dele; Pe. Luís Carlos ligou e falou com alguns.

Mais gente
Magela incentivava a conversa; Lindoso disse ao telefone que não viria, pois o médico do coração recomendava repouso absoluto, após uma cirurgia; de repente, chega o próprio Antonio Lindoso, trazendo ninguém menos que João Maria, só que este estava com a cabeça estourando de dor. João Maria, que normalmente fala pouco, com dor de cabeça quase não disse nada. Fátima providenciou-lhe alguns remédios. Lá pelas tantas ele participou da conversa, dizendo que nossas opiniões sobre o contexto das atitudes dos padres italianos e de D. Hélio Campos estavam no rumo certo.

Faltaram alguns
Airton Marques prometeu passar, mas não foi lá. Deve ter ocorrido algum imprevisto. Vamos aumentar nossa lista, atualizada abaixo. Olhe sempre a lista, para saber quem nela entrou. Para inserir mais nomes, escreve carta ou e-mail ou telefone para o ademircosta@ibest.com.br.


RELAÇÃO DOS AMIGOS DE VIANA

Ex-estudantes do Seminário São José e/ou da Escola Normal Colegial N. S. da Conceição.

Última atualização: 31.dez.2007

ADEMAR VIEIRA MAIA
R. Dr. Arruda Negreiros 122/201
25025-300 DUQUE DE CAXIAS RJ
Tel.21-35167958, E-mail ademarvmaia@ig.com.br

ADEMIR COSTA
R. Castro Alves, 180
Joaquim Távora
60130-210 FORTALEZA CE
Tel. 85-3254.1203 e 99949052 E-mail ademircosta@ibest.com.br
Página: http://ademircosta.blogspot.com.br/

ANA CÉLIA ROCHA ZUZA
R. 10, Q. 21, Casa 14
Conj. Cohatrac II
65052-020 SÃO LUÍS MA Tel. 98-3238.8239, 8816.0093 e 9127.5132. E-MAIL: marliazuza@ig.com.br

ANTONIO LINDOSO
Fones (98) 3233.6631 e 8834.2313, nconsult@gmail.com

ANTONIO PENHA EVERTON
Santa Inês – MA, Fone: (98) 3653-1951/1054, Fax: (98) 3653-1001,
E-mail: apeverton@bnb.gov.br

DÁRIA COSTA GARCIA
R. 34, Q. 60, Casa 3
Conj. Cohatrac IV
65056-350 SÃO LUÍS MA Tel. 3238.4216

DEODATO ALVES FERNANDES
Rua 928, Casa 148, 4ª Etapa
Cojunto Ceará
60532-600 FORTALEZA CE

EDILSON SOUZA
R. São José, 1903
Trizidela
65607-440 CAXIAS MA Tel. 99-3251.1034

FRANCISCO MORAIS
Av. Atlântica, R. 52, Q. 24, Casa 3
Calhau
65000-000 SÃO LUÍS MA Tel. 3235.9328

GERALDO MAJELA ABREU
Tel 98-8151.8653 E-mail: mailto:mmajela.abreu@hotmail.com

GERALDO CUTRIM GOUVEIA
Rua 928, Casa 55, 4ª Etapa
Conjunto Ceará
60532-600 FORTALEZA CE Tel. 85-3489.3752

GERMANO SOEIRO E-mail: soeirogermano@bol.com.br

JOÃO MARIA ARAÚJO DOS SANTOS
E-mails joaomas1@yahoo.com.br e joaomas7@hotmail.com


JOÃO SOUSA
Rua Olavo Bilac 160
Monte Castelo
65035-486 SÃO LUIS MA
Tel. (098)91161260 e res. (098)3221-3162. E-mail j_sousa@bol.com.br

JORGE BENEDITO SILVA
Condomínio San Diego, casa 60 – Lago Sul – Brasília DF, CEP 71680-362 Fone residencial: 61 347272181 Celular: 61-81738195 e 61-99883381. Tel (61)2109-0701 Fax 21090702
jorge.silva@engevix.com.br Tel (61)2109-0701 Fax 21090702

JOSÉ AIRTON MARQUES
R. Irmã Dulce, 2561
Primavera
64006-300 TERESINA PI Tel. 86-3233.8752; e 9979.7494

José Lagoa Sobrinho
Rua Brasília, Quadra C, Casa 28 – Lot. Jardim América I – Olho d’Água. CEP 65065-020 São Luís MA. Telefones (98) 3226-9304 e 8825-0258.
joselagoa21@hotmail.com

JOSÉ LOPES
R. Laurindo Cerqueira, 88ª
Médice II
49048-220 ARACAJU SE Tel 79-3231.8149

JOSÉ RAIMUNDO SANTOS ALMEIDA (Soeirinho)
(021) 2650-1294

JOSÉ RIBAMAR DO NASCIMENTO PAIXÃO
Rua Joaquim Thomaz, 380 Ponte Preta
25900-000 MAGÉ RJ E-mail jribamar@rpjadvogados.com.br

MARIA VITÓRIA SIMAS DE OLIVEIRA MAICIEL
Rua das Ciências Contábeis Q 16, Casa 24
65078-420 SÃO LUIS MA
Tel. 98-3246.8139

MÁRIO NUNES
Tel (021) 2406-5187

MONSENHOR EIDER
Fone 98-3351.1149

NICODEMOS ARAÚJO COSTA
Rua da Economia, Q. 15, CASA 19
Cohafuma
65078-440 SÃO LUÍS MA Tel. 98-3246.1019 E-mail: ?

ONÉSIO MENDONÇA
Av. C, Casa 575
Conj. Ceará
60533-610 FORTALEZA CE Tel. 85-3259.1107 e 9609.5381

PE. JOSÉ RIBAMAR MORAIS
Casa Paroquial;R. S. Macedo, 1626
65400-000 CODÓ MA Tel. 98-3661.2150

PE. LUÍS CARLOS MARQUES SOUSA
R. Francisco Lacerda, 455
50741-150 RECIFE PE Tel. 81-9962.1036 E-mail: lulakarlos@uol.com.br e docenteuniv@hotmail.com

PE. MÁRIO CUOMO
Via Tem Cacciarru, 109016
IGLESIAS (CA) Itália Tel 39 320 0770337

PEDRO MENDENGO FILHO
Rua Angelina 117/301
ENCANTADO
20756-090 RIO DE JANEIRO RJ (Este não estudou no Seminário. É vianense que promove um congresso na cidade todos os anos) E-mail: pedrito@ibge.gov.br

ROSY BRITO
R. 7, Q. 6, Casa 6 – Cohajap
Olho D΄Água
65072-590 SÃO LUÍS MA
Fone 3226.2163 – E-mail sansirodb@gmail.com

SIRGENÊ RODRIGUES SOUSA
Rua Beija-Flores, Q 15, CASA 23
Ponta do Farol
65075-350 SÃO LUÍS MA 98-3227.3144 e 8156.2281

Em descanso eterno:
Pe. Ângelo, José Raimundo Santos (de S.Vicente) e João Evangelista

Lista de e-mail:

ademircosta@ibest.com.br, nconsult@gmail.com, joaomas1@yahoo.com.br , joaomas7@hotmail.com, jribamar@rpjadvogados.com.br, lulakarlos@uol.com.br, docenteuniv@hotmail.com, jribamar@rpjadvogados.com.br, pedrito@ibge.gov.br, jorge.silva@engevix.com.br, j_sousa@bol.com.br, j_sousa@bol.com.br, marliazuza@ig.com.br, joselagoa21@hotmail.com



Respostas recebidas:

De Pe. Luís carlos:
SANTO DEUS,QUANTA GENTE DOS DOURADOS ANOS 70 SE REENCONTRANDO GRAÇA AO CASAMENTO COM A TECNOLOGIA DOS ANOS 2000... FICO A PENSAR QUE MISERIA FARIAMOS NÓS, SANTO DEUS, QUANTA GENTE DOS DOURADOS ANOS 70 SE REENCONTRANDO GRAÇA AO CASAMENTO COM A TECNOLOGIA DOS ANOS 2000... FICO A PENSAR QUE MISERIA FARIAMOS NÓS (NA SAUDOSA VIANA) SE TIVESSEMOS A METADE DOS RECURSOS TECNOLOGICOS QUE HOJE DISPOMOS.ALÉM DA DIFICULDADE DE CONSEGUIR PASSAGEM TAMBEM FIQUEI IMPOSSIBILITADO DE IR A SAO LUIS POR JÁ TER ASSUMIDO ALGUNS COMPROMISSOS DE FINAL DE ANO INCLUSIVE O DE COMEMORAR OS 22 ANOS DE CASAMENTO DO MARCELO/MARLY OS QUAIS, ALÉM DE AMIGOS, TAMBEM SÃO OS PAIS DA MINHA ADORAVEL AFILHADA NATHALIA QUE NESTES DIAS CONCLUIU O ENSINO MÉDIO E ESTÁ NA EXPECTATIVA DA APROVAÇÃO DO VESTIBULAR.APESAR DA DIFICULDADE DA COMUNICAÇÃO (FONE CELULAR) FIQUEI CONTENTE DE TER FALADO COM O GERALDO MAGELA E O JOAO MARIA. PARABENS ESPECIAL A QUEM CONSEGUIU A PROEZA DE AMARRAR E LEVAR O JOAO MARIA... O VELHO CANTADOR DO "VOCE, VIU O CABEÇAO POR AI? EU NÃO, VI NÃO"... ERA TUDO O QUE O CARA SABIA CANTAR!BEM, PELO VISTO, ESTÁ CONFIGURADO QUE ESTAMOS FICANDO VELHOS POR ESTARMOS FAZENDO ESSE RETORNO AO PASSADO MAS, SE É VERDADE QUE "RECORDAR É VIVER", ENTÃO VIVAMOS!VIVA A VIDA!GRACIAS A LA VIDA!UM NOVO E ABENÇOADO ANO A TODOS!

Luis Carlos M. Sousa, pe.scj
Lulakarlos

De João Maria:
Caro Ademir Costa,

Agradecendo a sua atenção e o seu convite, envio-lhe os comentários deste dia sobre suas propostas aos preclaros colegas:

1. Próximo encontro dos estudantes vianenses:

Com relação ao próximo encontro, conforme você propõe hoje, sou de opinião favorável a nos reunirmos por ocasião do XI Congresso Cultural e Ambiental de Viana (julho 2009 (ou 2008?)): haverá uma oportunidade ímpar de termos uma visão mais enriquecida das novidades da cidade.

2. Apresentação no XI Congresso Cultural e Ambiental de Viana:

Seria muito oportuno podermos contar com uma "análise sobre a contribuição do Seminário São José e da Escola Normal" para a região sob a influência de Viana, como você propõe. Você, que tem o dom da palavra e a técnica da comunicação social, poderia promover essa palestra?

3. Socializar a utilização de e-mail:

Urge uma providência elementar: a divulgação dos e-mails de e para todos os demais amigos, a fim de que os comunicados rodem com mais rapidez, sem perda de tempo e com economia de recurso$ celulare$, sem prejuízo dessas mensagens permanecerem disponíveis para acesso a qualquer hora do dia ou da noite, em caso do celular estar fora de área... ou de não dispormos de tempo para dar atenção durante o expediente comercial/de trabalho...

4. Agenda de encontros on line, no próximo ano: isso é possível? Com que periodicidade? Em que turno e horário? Temas para estudo, leitura, discussão, troca de “santinhos” (no sentido figurado, claro.)?

Feliz 2008 de muitas realizações para todos os demais amigos.

Para os que dispõem de e-mail divulgado, estou remetendo o texto acima, sugerindo o encaminhamento dessas e de outras proposições junto ao Ademir.

Abraços,
João Maria.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Dez Conquistas do Jejum de Dom Frei Luiz Flávio Cappio

Por
Frei Gilvander Moreira

De longe e de perto, tivemos a alegria e a responsabilidade de participar da luta de Dom Cappio que encabeçou a luta do povo em prol do rio São Francisco. Na missa do dia 21/12/2007, em frente à capela de São Francisco, em Sobradinho/BA, na "Carta aos irmãos e irmãs do São Francisco, do Nordeste e do Brasil" - após 24 dias de jejum e oração - Dom Cappio suspendeu o jejum e decidiu adotar outras estratégias. Tivemos, então, a oportunidade de lembrar 10 conquistas de seu valioso testemunho, enquanto palavras e atitudes proféticas de frei Luis estão sendo ignoradas por autoridades que se fazem surdas à voz do povo.

Na capela de São Francisco, na cidade de Sobradinho, graças ao rio São Francisco, irrompeu um aspecto importante do sentido do NATAL de 2007 para o Brasil. Os 24 dias de jejum e oração de dom Cappio revelaram o crescente compromisso de milhões de brasileiros pela preservação do Rio São Francisco. Por outro lado, desmascararam a ignorância e a omissão de muitos cidadãos, bem como a arrogância do Governo e o cinismo de instituições.

1) O gesto de Dom Cappio mostrou que os quatro poderes – midiático, executivo, legislativo e judiciário – continuam de joelhos diante do poder econômico nacional e internacional. Evidenciou-se a verdade sobre a malfadada Transposição.

2) O mesmo revelou que o Governo do presidente Inácio da Silva se revestiu de autoritarismo, arrogância e prepotência na corrupção. Politicamente, não se legitima a transposição do Velho Chico. Tanto isto é verdade que o povo e os movimentos populares se levantam para
defender as águas como bem comum, não aceitando sua mercantilização, cujo primeiro resultado será o hidronegócio.

3) Dom Cappio reforçou a Via Campesina, os movimentos populares e lideranças sociais, setores religiosos e a consciência cidadã a fim de prosseguirem na luta ecológica, ligada às lutas contra injustiças sociais, políticas e econômicas.

4) Frei Luis irrompeu como uma forte liderança do Brasil atual. Será como uma "espada de Dâmocles" levantada sobre a cabeça dos quatro poderes, das Instituições, dos cidadãos, cúmplices do crime e acomodados. A voz e o testemunho de frei Luis valorizaram o amor pela
causa dos pobres.

5) O gesto profético de Dom Cappio curou a cegueira de milhões de pessoas. Usou jejum e oração, instrumento que desmonta a mentira; mobilizou a CNBB, a Igreja Católica, os cristãos, boa parte de seu clero e dos religiosos.

6) Nas mentes e corações de milhares de pessoas despertou indignação e as informou com a verdade sobre a insana, ineficiente e faraônica Transposição do rio São Francisco e sobre as mentiras que emanam da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

7) Internacionalmente, a repercussão gerou bons frutos. A Comissão Pastoral da Terra, a Via Campesina, Pastorais Sociais e parte dos movimentos populares não mediram esforços na luta ao lado de Dom Cappio. E saíram fortalecidos.

8) A maior conquista é Dom Cappio vivo entre nós. Mais do que nunca será, daqui pra frente, um grande profeta no meio do povo para encorajar a luta dos pequenos para denunciar arbitrariedades e desumanidades dos quatro poderes que, travestidos de Estado de
Direito, insistem em imperar sobre os pobres e sobre o ambiente natural.

9) O gesto profético de Dom Luiz sacudiu a Igreja, o Governo e pessoas de tantas instituições. A força cristalina de seu testemunho de profeta toca feridas profundas, encobertas por discursos fáceis, palavras jogadas ao vento.

10) Agora, Dom Cappio retoma uma modalidade de luta assentada sobre a fina flor da tradição cristã: jejum e oração. Resgata no coração de muitos militantes uma espiritualidade nova. Jejuar e orar continuam sendo expressão da resistência contra os faraós de hoje. Enfim, as reflexões oriundas do testemunho de Dom Cappio farão borbulhar o Espírito para suscitar e dinamizar muitas outras lições como testemunho de autêntica cidadania.

Frei Gilvander Moreira
e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br
Belo Horizonte/MG, natal de 2007

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

SOBRE DOM ALOÍSIO LORSCHEIDER: DEFENSOR DOS POBRES

Trabalhei na Sala de Imprensa da Arquidiocese de Fortaleza de 1974 a 1979. Muito jovem, eu era consciente da ditadura militar e tinha pressa. Considerava D. Aloísio lento e muito conciliador. Tempos depois eu me daria conta do gigante de quem tive a honra de ser colaborador, embora um dos mais insignificantes.

Depois do meu, o depoimento de Leonardo Sampaio. Veja abaixo.

Por
Ademir Costa

Esta é uma homenagem a Dom Aloísio Cardeal Lorscheider. Nele, o título de cardeal caiu bem. Só um papa estadista como Paulo VI seria capaz de reconhecer no arcebispo de Fortaleza a dignidade de que era merecedor. Mérito pessoal, diga-se. Porque há cardeais elevados a tal dignidade pela dimensão histórica da diocese que ocupam. Com ele foi diferente: presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), presidente da Cáritas Internacional, presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), Secretário do Sínodo dos Bispos, no Vaticano... Bem, não dá para me lembrar agora de todos os organismos de que foi presidente, naquele quarto de século importantíssimo que vai de 1960 a 1985. Fase de transformações marcantes para a inserção da Igreja no mundo, período de implantação das diretrizes do Concílio Ecumênico Vaticano II, realizado de 1962--1965.

Para ser breve e direto, vou relatar em tópicos rápidos alguns fatos do pastoreio de D. Lorscheider que me impressionaram bastante. Podem nem ser os mais importantes. São os que me tocaram como observador jovem. Lembre-se de que eu tinha entre 22 e 26 anos, naquela época.

1. Dom Aloísio chega do Vaticano e reine toda a cúria para relatar as discussões de que participara. Diz da dificuldade que se tinha, na época, de saber quando um chefe de Estado falava a verdade e quando mentia. Nessas circunstâncias, era difícil tanto a intervenção diplomática do Vaticano como a inserção pastoral da Igreja.

2. O Grupo de Jovens de S. Benedito é recebido em audiência por D. Aloísio. Os moços querem realizar uma espécie de congresso de todos os grupos jovens da arquidiocese. Dom Aloísio concorda e autoriza o evento, mas dá duas diretrizes: eles deveriam juntar-se ao Irmão Maurício Labonté, coordenador do Movimento de Juventude, e pedir apoio da Sala de Imprensa da Arquidiocese. Com isso, ensinava os jovens o respeito à hierarquia, ao tempo em que indicava que as iniciativas da Igreja precisam do suporte dos Meios de Comunicação Social. Realizou-se por vários anos a Integração Jovem de Fortaleza, reunindo até 4.000 jovens no Ginásio Paulo Sarasate. Nesses encontros, os jovens discutiam temas religiosos que tinham recados políticos em plena ditadura: "Unidos Cresceremos", "Jesus Cristo Liberta e Une", "O Amor de Cristo nos Uniu". Em tempos ditatoriais, chamar à união já era avanço. O verbo libertar era censurado.

3. Um dos resultados das Integrações Jovens foi a criação do Setor Arquidiocesano de Juventude (Sajuv). Antes, irmão Maurício cuidava apenas do Movimento de Jovens, voltado exclusivamente para a juventude da Aldeota, então o bairro mais rico da cidade. O Sajuv passou a ser integrado pelas representações de outros movimentos, da periferia de Fortaleza e da zona rural. Isso foi um avanço e tanto!!

4. Depois de uma das visitas de Dom Aloísio ao Vaticano, em sua reunião de repasse à cúria, ele falou sobre a escassez de água no planeta Terra. Da necessidade de economizar água, não poluí-la, deixá-la para as futuras gerações. Foi a primeira vez que vi alguém falar da água com aquela preocupação. Posteriormente, refleti sobre a importância da pessoa estar bem informada para agir na sociedade. Com certeza, aquele foi meu primeiro contato com um discurso sobre a água em uma perspectiva ecológica da atualidade do Século XXI.

5. Cheguei na Sala de Imprensa às 7h30min. O alvoroço era grande. Um missionário francês havia sido preso pela Polícia Federal minutos antes. Sabia ser aquela polícia pelo método: estavam à paisana, em um fusca no qual jogaram o padre com violência, após imobilizá-lo sem voz de prisão, sem conversa. Dom Aloísio embarcou imediatamente para Brasília. À noite, o Jornal Nacional dava a notícia da extradição do padre, assinada por Ernesto Geisel. Eu achava que o arcebispo devia fazer um estardalhaço, um discurso ou uma nota dura. Seguramente, eu não tinha idéia segura do terreno em que pisava... Mas isso eu concluo hoje. Naquele momento, eu ficava com raiva do bispo, achando-o fraco. A vida nos ensina a sabedoria de "engolir sapos".

6. Todos os dias eu redigia na Sala de Imprensa o programa "A Casa de Todos", da Rádio Assunção. Noticiário que terminava com um comentário feito a partir de algo do dia ou de um tema humano ou religioso. O importante era levar um ensinamento. Inicialmente eu redigia as notícias e Frei Vito Carneiro, o comentário. Posteriormente, passei a escrever os dois textos. Dom Aloísio nunca interferiu. Não sei quantos bispos delegavam ou delegam hoje a um jovem o papel de escrever textos que todos ouvem como sendo a palavra da arquidiocese. Não só pelas verdades de fé e pelas diretrizes pastorais, mas, principalmente, naquele contexto de ditadura. Pelo contrário, ele sempre tinha uma palavra de elogio. A Frei Vito e à equipe integrada também por Irmã Zelma Oliveira (Paulina) e por um estagiário da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Ceará. Lembro-me de Rosires Passos e José Maria Bezerra como estagiários, hoje profissionais.

7. Dom Aloísio reunia-se com a equipe e planejávamos os momentos marcantes do ano, as ocasiões em que ele deveria reservar dia de sua agenda para receber os jornalistas em coletivas de imprensa e a data do almoço com o pessoal da mídia. Nós sabíamos da cheia de sua agenda. Ele demonstrava real apreço para com a imprensa. Atendia sempre, com boa vontade e na hora marcada (sabia da crucial importância do tempo para a imprensa). Tinha sempre uma resposta adequada, não se irritava com perguntas sem fundamento (é muito difícil encontrar jornalista preparado que saiba fazer perguntas com boa fundamentação religiosa e filosófica). Ele sabia "fazer do limão uma limonada". O(a) jornalista aprendia e saía satisfeito com sua matéria. Ele aproveitara a oportunidade para informar.

8. Os assessores de Dom Aloísio se preocupavam com o assédio da imprensa, especialmente em situações graves como a prisão do padre em Fortaleza, o assassinato do Pe. João Bosco Burnier, no Sudeste, o fechamento do Congresso Nacional, por Geisel. Conversando com nossa equipe do Setor Arquidiocesano dos Meios de Comunicação Social, ele minimizou certa vez. Lembro-me do sorriso maroto dele, enquanto dizia, os olhos brilhantes e em movimentos rápidos: "O pessoal se preocupa, mas eles (jornalistas) às vezes nem vão ao ponto principal. De qualquer forma, a gente não precisa temer". Aqui estão subjacentes três informações: 1- os jornalistas despreparados; 2- a censura que tolhia a liberdade de o jornalista fazer perguntas; 3- ele estava preparado e não temia. Com seu relacionamento, Dom Aloísio contribuiu para solidificar a formação de alguns jornalistas da cidade. Apoiou as organizações de jornalistas em geral e as entidades de jornalistas de fé declarada como a União Cristã Brasileira de Comunicação.

9. Dom Aloísio carregava responsabilidades de nível mundial. Mas nunca chegava atrasado a um compromisso conosco ou com a imprensa. Eu achava isso impressionante. Quase nunca se irritava. Eu o vi irritado uma vez, no máximo duas. Não me lembro o porquê. Eu que sempre o via sereno e com um sorriso, portanto, naquela(s) oportunidade(s) não levei a mal. Ele era humano, pensei, contemporizando com sua chateação.

10. A atenção de Dom Aloísio para com os pequeninos era uma ação profética em seu pastoreio. Lembro-me de uma ocasião em que ele chegou do Vaticano, visitou todas as salas da cúria (como sempre fazia), pegou o fusquinha e foi para uma reunião com moradores de uma comunidade rural. Calça e camisa de mangas compridas. Distintivos de autoridade só o colarinho eclesiástico e o anel de bispo. Este, por sinal, uma peça bastante simples, sem pedra, como recomendado pelo Concílio Vaticano II. Apoiava as comunidades em sua luta por terra, água e moradia, e ali dava verdadeiras aulas de religião. Eu pensava comigo: que cara dedicado! Tão importante, ora no Vaticano, ora em uma comunidade rural, sentado em um banquinho, conversando com o povo, ouvindo e ensinando.

11. Ainda no capítulo simplicidade: ao chegar como cardeal em Fortaleza, todos esperavam D. Aloísio descer do avião com batina vermelha, aqueles sinais de "príncipe da Igreja". Nada disso. Ele chegou na catedral com sua roupa de sempre e na celebração ele nem ostentou o barrete cardinalício. No sermão, virou o jogo a favor de um empreendimento ainda inconcluso: "Vocês têm um cardeal, mas ainda não têm uma catedral". Foi a senha para o esforço maior da cidade a fim de concluir o templo.

12. No nosso trabalho no Setor dos Meios de Comunicação, nossa equipe evitava interpelar Dom Aloísio. Quando necessário, Frei Vito ou Ir. Zélia ir falar com ele para marcar entrevista ao vivo ou uma gravação. Nas reuniões internas, nas audiências, coletivas de imprensa ou almoço com a mídia, eu ficava sempre distante. Para mim, o interlocutor era Frei Vito. Dom Aloísio percebeu isso e, por várias vezes, falou comigo, incentivando a conversa entre nós. Eu achei aquilo muito altruista da parte dele que, até por dever de ofício, tinha gente importante para dar atenção. Foi a minha impressão naquele momento.

13. A ação de Dom Lorscheider em favor dos pobres ocorreu de diversas formas, além das já citadas: o apoio às famílias da favela no final da Av. José Bastos, ameaçadas de despejo, foi um divisor de águas. A abertura política seguia em curso. Os movimentos sociais de esquerda aproveitaram o fato e o momento para uma ação mais agressiva. Todo o aparato da arquidiocese foi colocado a serviço da causa. Sua carta por moradia para os pobres na área urbana causou furor entre os especuladores, por seu raciocínio simples e irrefutável: "os pobre não podem morar no ar". Os militantes de esquerda tinham nele o apoio seguro, discreto e por muitas vezes decisivo. Em 1975, Ano Internacional da Mulher, trouxe para Fortaleza duas militantes da causa feminina. Uma delas, Moema Toscano (esqueço a outra). Do discurso delas, lembro-me de que "os filhos não são filhos só da mulher-mãe, mas de toda a sociedade". Semente da licença-maternidade e da folga para o pai quando do nascimento dos filhos, por exemplo. A partir daquele momento, organizou-se em Fortaleza a União das Mulheres Cearenses.

Estes são registros de Dom Aloísio, homem que poderia passar como um navio que não deixa rastros. Preferiu, entretanto, ser homem arado, isto é, desagradou a alguns, mas deixou a terra frutificando mais. Os pobres e os defensores dos pobres ainda hoje lhe são gratos. Sua última grande tarefa profética foi ajudar a criação do Conselho Nacional dos Leigos. Os tempos são outros. As amarras, enormes. Mas esse conselho ainda pode fortalecer, e muito, a atuação dos leigos dentro da Igreja e na transformação da sociedade. Isso, evidentemente, já não dependerá de Aloísio Lorscheider. É tarefa dos próprios fiéis.

Terça-feira, 25 de Dezembro de 2007
DOM ALOÍSIO, TÁ VIVO NA TERRA E NA ETERNIDADE

Por
Leonardo Sampaio
Educador Popular -- 25/12/2007

Hei Dom, você tá vivo. lembra das nossas lutas e caminhadas de fé e esperança? Fé e libertação? Fé e política? Fé e opção pelos pobres? Lembra da tua visita pastoral as Comunidades Eclesiais de Base – CEBs da Fumaça, Entrada da Lua e Inferninho? Da caminhada realizada na Favela? Foi tão libertadora que as famílias ainda hoje falam da sua humildade e simplicidade, do seu sorriso dando a mão, falando com cada pessoa pobre e abençoando. Eram pessoas que naquela época não conseguiam falar nem com o Vigário e ali conversavam com o Cardeal quase Papa. Quanta felicidade você trazia para aquelas famílias migrantes da seca, faminta de sonhos e esperança da qual você alimentava como pastor e profeta da Teologia da Libertação, resgatando o Cristo que veio em vida para nos libertar!

Dom, lembras as reuniões da Forania, dos confrontos acirrados entre leigos e padres que não aceitavam a orientação libertadora da Igreja, onde tinha padres que trazia seus discípulos pra nos chamar de comunistas e você ficava parecendo um arco-íris mudando de cor e falava sempre com muita firmeza em defesa da Igreja do Cristo Libertador, do Cristo que não dá o peixe, mas que ensina as pessoas a pescar.

Essas mesmas cenas se repetiam nas Assembléias Arquidiocesana de Fortaleza, na década de 1980, onde camponeses/as, trabalhadores/as rurais e desempregados/as se encontravam na mesma fé cristã aprendida nas Comunidades Eclesiais de Base – CEBs, muitas vezes perseguidas pelos vigários e fortalecidas na palavra e força do Arcebispo Aloísio Lorscheider. Assembléias em que não se conseguia o consenso, nem com a franqueza da sua palavra, era uma luta de poder disputada na votação.

Como eram bons aqueles momentos acirrados entre a Igreja conservadora e a Igreja libertadora! Lá todos estavam juntos no mesmo palanque, com o mesmo direito de voz e voto, ali, estávamos exercitando a democracia, a participação, a disputa de poder. Como aprendemos nessa escola da vida, administrada por você, sem o uso da hierarquia, buscando sempre o convencimento, a compreensão, o entendimento sobre os ideais cristãos libertadores!

Ainda era tempo de Ditadura Militar e não conhecíamos os instrumentos democráticos de participação e foi você que nos proporcionou esse espaço, abrindo as portas da Diocese para a participação dos pobres. Foi assim, no apoio à luta por reforma agrária e urbana, defendendo as ocupações de terra, vendo a propriedade privada não como direito, mas como uma hipoteca social. Foi assim, durante cinco anos de seca (1979 a 1984), quando os camponeses ocuparam Fortaleza em busca de alimento, moradia e trabalho, quando organizou-se a Jornada de Luta Contra a Fome, quando foi necessário acampar em frente ao Cambeba e fazer greve de fome diante da intransigência do Governador Tasso Jereissate, reprimindo o movimento organizado com polícia, em vez de atender às suas necessidades.

Dom, foi você que me fez deixar de ser ateu, encontrei na sua espiritualidade e nas suas ações, o Deus que acolhe, que liberta, que é amigo, o Deus do amor, da justiça e da fraternidade. Um dia conversamos sobre isso, eu, você e a Lúcia minha companheira, quando vínhamos juntos no carro de Pacajus a Fortaleza, pegamos uma carona e você era quem dirigia. São essas coisas que o tornam imortal e eterno no céu e na terra. Que me permite essa intimidade de conversarmos de mim pra você. De saber que estais reunido com os companheiros e companheiras da mesma caminhada que seguiram antes pra eternidade.

O Espaço Cultural Frei Tito de Alencar (ESCUTA) te agradece por tudo que fizeste pela sua existência. Estas são as denominações anteriores do ESCUTA (Comunidade Eclesial de Base Frei Tito de Alencar, - Escolinha Comunitária Frei Tito de Alencar, Centro de Educação Popular Frei Tito de Alencar – CEPOFTA). Hoje é Natal de 2007. Deus esteja conosco. Amém, aleluia, axé.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Arrastão Causa Pânico e Morte no Centro de Fortaleza

Uma onda de assaltos tomou conta do centro de Fortaleza. Instlou-se o pânico entre as pessoas que corriam de um lado para outro, em busca de lugar seguro. Uma senhora morreu após ataque cardíaco. Crianças perderam-se dos pais. Era sábado, 22, o centro cheio, dadas as compras de natal. Autoridades das Polícias Militar e Civil negam tenha havido arrastão, mas apenas uma "grande confusão", conforme o jornal O Povo. O jornal Diário do Nordeste não noticiou a ocorrência, na edição que li. Não sei se saiu segundo clichê.

O fato faz água na propaganda do governo do Estado que anuncia a eficiência do programa Ronda do Quarteirão (RQ) em três áreas do Estado. É que o policiamento no centro e em outros bairros está aquém das necessidades. Por seu turno, a propaganda do RQ exalta: veículos Rilux equipados com computador, rádio e celular. É evidente o destaque para as tecnologias.

Na publicidade oficial, nenhuma palavra sobre o policial que está(rá) em ação. Parece que as máquinas garantirão a segurança. A pessoa humama em segundo plano. Há pelo menos 15 anos, o policiamento está precário, por falta de concurso para admitir gente, por escassez de armas e muniões. Data desse tempo a opção pelas tecnologias como monitoramento GPS, computador de bordo, essas pirotecnias. Só que sem gente, e gente bem treinada e em número suficiente, em todos os pontos da cidade, nada feito.

As pirotecnias são seguidas de "redução do Estado", das despesas. Parece paradoxal , mas há uma lógica não-dita. Compram-se veículos de americano praticar esporte e equipamentos fabricados por multinacionais. O Estado reduz postos de trabalho, a pessoa perde oportunidade de emprego, mas o capital internacional continua faturando. E a insegurança grassa entre a plebe ignara, mistificada por imagens televisivas e aterrorizada pelo crime batendo à sua porta. O ciclo viciado e vicioso perdura: a população pede segurança e vota; os eleitos estreitam aliança com o capital e garantem a reprodução deste.

Parece seguro concluir que a segurança entra nesse roteiro teatral como Pilatos entrou no Credo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

MARANHENSES DE VIANA SE ENCONTRAM EM SÃO LUÍS

DIA 30, VAMOS ALMOÇAR JUNTOS. ÚLTIMAS INFORMAÇÕES Uma revoada de colegas dirige-se a S. Luís. Dia 30, vamos almoçar na casa de praia de João Sousa. Vai ser um reencontro legal. Nossos objetivos: o encontro, a conversa, o abraço, dar sonoras gargalhadas relembrando os tempos de estudantes e colocar as informações mútuas em dia.

Todos precisam falar com João Sousa, por telefone ou e-mail, para saber os detalhes da organização, o que cada um leva. Abaixo, a lista dos colegas. Você pode mandar mais nomes para a lista, pelo e-mail: ademircosta@ibest.com.br.

Aqui o ENDEREÇO DA CASA DE PRAIA:

O próprio João Sousa mandou o roteiro para chegar na casa. Aqui, com as palavras dele:
O endereço do nosso encontro é: Rua Katamã, n.º 05 - Praia do Araçagy.O acesso ocorre através da Avenida Principal (Av. Atlântica) que desce para a praia, voce vai localizar um bar de nome "Quitanda Bar e Galeteria" à direita e logo depois uma rua com uma placa no poste com o nome da rua um Telefone Público e uma pequena mercearia, entra à direita, é uma casa branca que fica em frente uma outra que se encontra em construção, no final da rua. Não pense encontrar uma mansão, é um espaço rústico mas muito gosto para bater pago e tomar àquela gela.

O telefone celular de João é (098)91161260 e res. (098)3221-3162.
Endereço residencial: Rua Olavo Bilac, 160 - Monte Castelo, CEP 65.037-290 - São Luís-Ma.

Atenção: É necessário chegar cedo na casa de João. É que nosso amigo Airton vai de Teresina, passa por lá, dá um alô pra gente e, em seguida, digamos, 10 horas, ele viaja com a filha e o neto para os Lençóis Maranhenses. Ele lamenta não poder ficar, pois a filha fizera o programa, para batizar o neto dele. Assim sendo, ele não pode mudar os planos da família.

RELAÇÃO DOS AMIGOS DE VIANA

Ex-estudantes do Seminário São José e/ou da Escola Normal Colegial N. S. da Conceição.

ADEMAR VIEIRA MAIA
R. Dr. Arruda Negreiros 122/201
25025-300 DUQUE DE CAXIAS RJ
Tel.21-35167958, E-mail ademarvmaia@ig.com.br

ADEMIR COSTA
R. Castro Alves, 180
Joaquim Távora
60130-210 FORTALEZA CE
Tel. 85-3254.1203 e 99949052 E-mail ademircosta@ibest.com.br
Página: http://www.ademircosta.blogspot.com.br/

ANA CÉLIA ROCHA ZUZA
R. 10, Q. 21, Casa 14
Conj. Cohatrac II
65052-020 SÃO LUÍS MA Tel. 98-3238.8239

ANTONIO PENHA EVERTON
Santa Inês – MA, Fone: (98) 3653-1951/1054, Fax: (98) 3653-1001,
E-mail: apeverton@bnb.gov.br

DÁRIA COSTA GARCIA
R. 34, Q. 60, Casa 3
Conj. Cohatrac IV
65056-350 SÃO LUÍS MA Tel. 3238.4216

DEODATO ALVES FERNANDES
Rua 928, Casa 148, 4ª Etapa
Cojunto Ceará
60532-600 FORTALEZA CE

EDILSON SOUZA
R. São José, 1903
Trizidela
65607-440 CAXIAS MA Tel. 99-3251.1034

FRANCISCO MORAIS
Av. Atlântica, R. 52, Q. 24, Casa 3
Calhau
65000-000 SÃO LUÍS MA Tel. 3235.9328

GERALDO MAJELA ABREU
majela.abreu@hotmail.com

GERALDO CUTRIM GOUVEIA
Rua 928, Casa 55, 4ª Etapa
Conjunto Ceará
60532-600 FORTALEZA CE Tel. 85-3489.3752

GERMANO SOEIRO E-mail: soeirogermano@bol.com.br

JOÃO SOUSA
Rua Olavo Bilac 160
Monte Castelo
65035-486 SÃO LUIS MA
Tel. 98-3221.3162 e 9973.5915 E-mail j_sousa@bol.com.br

JORGE BENEDITO SILVA
Condomínio San Diego, casa 60 – Lago Sul – Brasília DF, CEP 71680-362 Fone residencial: 61 347272181 Celular: 61-81738195 e 61-99883381. Tel (61)2109-0701 Fax 21090702
jorge.silva@engevix.com.br Tel (61)2109-0701 Fax 21090702

JOSÉ AIRTON MARQUES
R. Irmã Dulce, 2561
Primavera
64006-300 TERESINA PI Tel. 86-3233.8752; e 9979.7494

JOSÉ LOPES
R. Laurindo Cerqueira, 88ª
Médice II
49048-220 ARACAJU SE Tel 79-3231.8149

JOSÉ RAIMUNDO SANTOS ALMEIDA (Soeirinho)
(021) 2650-1294

JOSÉ RIBAMAR DO NASCIMENTO PAIXÃO
Rua Joaquim Thomaz, 380 Ponte Preta
25900-000 MAGÉ RJ E-mail jribamar@rpjadvogados.com.br

MARIA VITÓRIA SIMAS DE OLIVEIRA MAICIEL
Rua das Ciências Contábeis Q 16, Casa 24
65078-420 SÃO LUIS MA
Tel. 98-3246.8139

MÁRIO NUNES
Tel (021) 2406-5187
MONSENHOR EIDER
E-mail: padre.eider@terra.com.br, Fone 98-3351.1149

NICODEMOS ARAÚJO COSTA
Rua da Economia, Q. 15, CASA 19
Cohafuma
65078-440 SÃO LUÍS MA Tel. 98-3246.1019 E-mail nicodemo@ceuma.com.br

ONÉSIO MENDONÇA
Av. C, Casa 575
Conj. Ceará
60533-610 FORTALEZA CE Tel. 85-3259.1107 e 9609.5381

PE. JOSÉ RIBAMAR MORAIS
Casa Paroquial;R. S. Macedo, 1626
65400-000 CODÓ MA Tel. 98-3661.2150

PE. LUÍS CARLOS MARQUES SOUSA
R. Francisco Lacerda, 455
50741-150 RECIFE PE Tel. 81-9962.1036 E-mail: lulakarlos@uol.com.br

PE. MÁRIO CUOMO
Via Tem Cacciarru, 109016
IGLESIAS (CA) Itália Tel 39 320 0770337

PEDRO MENDENGO FILHO
Rua Angelina 117/301
ENCANTADO
20756-090 RIO DE JANEIRO RJ (Este não estudou no Seminário. É vianense que promove um congresso na cidade todos os anos) E-mail: pedrito@ibge.gov.br

ROSY BRITO
R. 7, Q. 6, Casa 6 – Cohajap
Olho D΄Água
65072-590 SÃO LUÍS MA

SIRGENÊ RODRIGUES SOUSA
Rua Beija-Flores, Q 15, CASA 23
Ponta do Farol
65075-350 SÃO LUÍS MA 98-3227.3144 e 3227.3226

Em descanso eterno:
Pe. Ângelo, José Raimundo Santos (de S.Vicente) e João Evangelista

Municípios Maranhenses no Semi-Árido Brasileiro

Por
José Lemos
Engenheiro Agrônomo. Professor Associado da Universidade Federal do Ceará.

No dia 28 de novembro próximo passado, foi lido na Comissão da Amazônia na Câmara dos Deputados o parecer do Relator do Projeto de Lei 2077/2007 encaminhado para aquela Casa Legislativa pelo Deputado maranhense Carlos Brandão. Este projeto trata do reconhecimento de que 46 municípios maranhenses têm características climáticas, sociais, econômicas e ambientais semelhantes àqueles outros municípios do Nordeste (incluindo parte de Minas Gerais) que hoje já fazem parte do Semi-Árido brasileiro.

O trabalho que proporciona suporte técnico para esta demanda é da nossa autoria, e foi iniciado em 2005 quando estávamos na condição de Secretario de Estado de Assuntos Estratégicos do Governo. Por aquela ocasião, reunimos integrantes dos movimentos sociais maranhenses, da Associação do Semi-Árido (ASA), técnicos das Secretarias de Meio Ambiente e da Agricultura e organizamos um primeiro documento que o governador José Reinaldo entregou em mãos à ministra Marina da Silva que estivera em São Luis em agosto daquele ano e o Governador também entregou em mãos ao então Ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, em Brasília. Infelizmente, o pedido do Governo do Estado foi indeferido sem que tivesse sido dada uma razão palpável. Acredita-se que as razões foram eminentemente políticas para justificar o indeferimento.

Ao retornar às atividades de pesquisador e de docente na Universidade Federal do Ceará, no começo deste ano, resolvi voltar a trabalhar de uma forma mais incisiva sobre aquele texto anteriormente enviado. Para tanto, foram feitas algumas atualizações de dados. Com uma maior disponibilidade de tempo para exercitar o pensar acadêmico, elaborei também uma metodologia de análise contendo procedimentos econométricos mais rigorosos para fazer testes que mostrassem que, na verdade, as condições sociais e econômicas dos 46 municípios maranhenses que se pretende que sejam incluídos no semi-árido brasileiro, são bem mais difíceis do que aquelas prevalecentes nos demais municípios que já integram atualmente o semi-árido brasileiro. Este documento virou um “paper” acadêmico que foi apresentado em agosto deste ano no Congresso da Sociedade Brasileira de Economia Rural (SOBER), realizado em Londrina, Paraná.

Com efeito, a população que sobrevive nesses 46 municípios maranhenses somava 1.224.111 habitantes, de acordo com o Censo Demográfico de 2000. O PIB per capita anual que prevalece nesses municípios é de R$ 2.206,69. Nos 1.290 municípios que atualmente são reconhecidos como pertencentes ao semi-árido o PIB anual per capita é de R$3.620,41. Morros, no Maranhão, tem o PIB per capita menor do que qualquer um dos demais municípios já incluídos naquela região (R$ 963,00 por ano). Em termos de IDH, Araioses que também se constitui num dos municípios com características do Semi-Arido é o de pior desempenho (IDH = 0,486). O IDH médio dos 46 municípios maranhenses é de 0,570, ao passo que o IDH médio dos demais municípios dessa região é de 0,648. Os 46 municípios maranhenses também estão em desvantagens em termos da população socialmente excluída. De fato, o Índice de Exclusão Social (IES) nos 46 municípios maranhenses é de 58,04%, ao passo que, nos demais municípios do semi-árido, o IES assume magnitude de 46,38%. Belágua, no Maranhão, com IES = 81,0%, se constitui no município brasileiro com características de semi-árido com o maior percentual de socialmente excluídos.

No começo deste mês de dezembro, a Associação do Semi-Árido (ASA), demais movimentos sociais do Maranhão, juntamente com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado, realizaram um importante seminário para a discussão deste tema. Acreditamos que os esforços agora devem se concentrar no acompanhamento do andamento do PL 2077/2007, de autoria do Deputado Carlos Brandão, fazendo gestões junto à Bancada de Deputados Maranhenses para pressionarem o Congresso Nacional para fazer prevalecer a justiça social.

Justiça social, neste caso, significa reconhecer que pelo menos 1,2 milhões de maranhenses sobrevivem sob biomas de Semi-Árido. Isto acontecendo, o Estado poderá ter acesso aos recursos voltados para combater os efeitos da desertificação, promover recuperação de áreas degradadas, recuperar a cobertura vegetal dos cerrados maranhenses, onde está localizada a maioria dos 46 municípios estudados, e conseguir mais recursos para a promoção de melhor qualidade de vida para aquela gente.

NATAL: REFLEXÃO DE UM CRISTÃO ANARQUISTA

Por falar em Natal, envio a vcs uma interessante reflexão de um Cristão Anarquista:

O GOVERNO FINGE promover a temperança, mas sobrevive principalmente graças à embriaguês do povo;

O GOVERNO FINGE promover a educação, mas toda sua força baseia-se na ignorancia;

O GOVERNO FINGE defender a liberdade constitutional, mas apoia-se na ausência de liberdade;

O GOVERNO FINGE melhorar a condição do trabalhador, mas oprime-o para continuar existindo;

O GOVERNO FINGE apoiar a Cristandade, mas a Cristandade destrói todo governo.

O GOVERNO ELABORA LEIS para difundir a temperança mas não erradica a embriaguês;

O GOVERNO ELABORA LEIS de apoio à educação mas não suprime a ignorância, apenas a aumenta;

O GOVERNO ELABORA LEIS para garantir a liberdade constitucional, mas escora-se no despotismo;

O GOVERNO ELABORA LEIS de proteção ao trabalhador, mas não o livra da escravidão;

O GOVERNO PROMOVE um cristianismo, mas um cristianismo que não destrói o governo, apenas o apóia. (Tolstoi em O Reino de Deus Está Dentro de Vós)

Não me considero anarquista (apesar de nutrir grande simpatia por tal ideologia), mas penso que não devemos temer constatar a verdade que se esconde por detrás da ideologia (hj hegeônica) do Sistema Capitalista que tenta a cada dia se apropriar de tudo, e, com isso, perverte (pelo consumismo, etc) os mais fraternos valores humanos, como o "sentimento natalino".

Sobre a origem do termo Natal, segundo a Wikipédia: "Do latim 'natális', derivada do verbo 'nascor, nascéris, natus sum, nasci', significando nascer, ser posto no mundo. Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. (...) De 'natális' deriva também 'natureza', o somatório das forças ativas em todo o universo."

Felicidade a tod@s.

Arnaldo