domingo, 25 de outubro de 2009

Proparque Comemora 14 Anos

Luau Literário 1º de novembro comemora os 14 anos do Movimento Proparque

O Movimento Proparque comemora seus 14 anos com o Luau Literário, dia 1º de novembro, domingo, às 19 horas, no anfiteatro do Parque Ecológico Rio Branco, entrada pela Av. Pontes Vieira ou pela R. Capitão Gustavo.

Haverá show do cantor Calé Alencar, com participação especial do Maracatu Nação Fortaleza, que fará cortejo pelas alamedas do parque.

Por favor, passe este convite para outras pessoas e compareça.

Veja nossa página na internet:

http:movimentoproparque.blogspot.com

Se quiser, fale conosco:

e-mail: movimentoproparque@bol.com.br

Fones 3254.1203 e 8838.1203, e converse com Luísa Vaz, nossa coordenadora.

Mudanças Climáticas e Continentalidade: Convite

"Aquecimento Global: mito ou realidade?"

Convite do vereador João Alfredo

Companheir@s das boas causas ecológicas, socioambientais e ecossocialistas,

Em virtude de todas as polêmicas envolvendo a questão do aquecimento global e a necessidade de informarmos e formarmos nossa militância, bem como de fortalecer nosso debate ecossocialista, estaremos realizando, na sede do PSOL (Av. Imperador, 1397), uma palestra com o professor e militante ecossocialista Alexandre Costa (cujo breve curriculo segue abaixo).

A data é na próxima quarta-feira, dia 28 de outubro, às 18h30, com o tema:
"Aquecimento Global: mito ou realidade?", onde se pretende debater as bases científicas do aquecimento global e das mudanças climáticas, envolvendo as polêmicas acerca dos temas: Aquecimento ou resfriamento global? Mudanças climáticas: causas naturais ou antrópicas? o embate entre o capitalismo verde e os ecossocialistas etc.

O debate é aberto a tod@s e é uma promoção conjunta do núcleo ecossocialista e da juventude do PSOL (em preparação ao encontro do final de semana seguinte) e de nosso mandato Ecos da Cidade.

Fica, aqui, o CONVITE para a palestra e o pedido para que possam, se concordarem, ajudar a divulgar o evento, para o que enviamos o arquivo em anexo.

Grato e abs. a tod@s,

João Alfredo Telles Melo
advogado, professor, militante ecossocialista,
vereador pelo Psol, Fortaleza.

Alexandre Araújo Costa é Bacharel em Física pela Universidade Federal
do Ceará (1992), Mestre em Física pela Universidade Federal do Ceará
(1995), Doutor em Ciências Atmosféricas pela Colorado State University
(2000), com Pós-Doutorados pela Universidade Federal do Ceará
(2000-2001) e pela Universidade de Yale (2004-2005). Foi Gerente do
Departamento de Meteorologia e Oceanografia da Fundação Cearense de
Meteorologia e Recursos Hídricos (2005-2008) e atualmente é Professor
Titular da Universidade Estadual do Ceará. Tem experiência na área de
Meteorologia Física, atuando principalmente em Microfísica e
Macrofísica de Nuvens, Modelagem Atmosférica, Previsão de Tempo e
Clima, Interação Oceano-Atmosfera. Publicou mais de uma centena de
artigos em periódicos nacionais (Revista Brasileira de Meteorologia,
Revista Brasileira de Geofísica) e internacionais (Science, Journal of
the Atmospheric Sciences, Atmospheric Research, Monthly Weather
Review, Atmospheric Chemistry and Physics, dentre outras) e em anais
de Congressos nacionais e internacionais. Coordenou diversos projetos
de pesquisa financiados por CNPq, Finep e Funcap. Orientou/co-orientou
8 mestres e um doutor e supervisionou dois pós-doutorandos em suas
linhas de pesquisa e participou de duas dezenas de bancas de mestrado
e doutorado em várias instituições (UECE, UFC, INPE, USP, UFCG, UFPB).

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Conferência de Saúde apóia Raquel Rigotto

1ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE SAÚDE AMBIENTAL
Saúde e Ambiente: vamos cuidar da gente!
Fortaleza – Ceará, 7 a 9 de outubro de 2009

Manifesto dos participantes da 1ª. Conferência Estadual de Saúde Ambiental do Ceará em apoio às pesquisadoras Raquel Rigotto e Islene Rosa do Núcleo TRAMAS/UFC, interpeladas extrajudicialmente pela empresa produtora de agrotóxico Agripec/Nufarm e contra a criminalização de pesquisadores que atuam e lutam pela justiça socioambiental no Estado do Ceará.


A Universidade Federal do Ceará, atendendo à solicitação do Ministério Público referente a denúncia de comunidades que há cerca de 15 anos sofrem com a contaminação ambiental provocada pela fábrica de agrotóxicos da Agripec/Nufarm, causando sérios danos à saúde dessas comunidades, nomeou, através de ato do Reitor, a Profa. Raquel Rigotto, do Departamento de Saúde Comunitária, e mais outros dois professores para realizarem estudo técnico a fim de investigar o problema e subsidiar o Ministério Público em suas ações.
À época, a mestranda em Saúde Pública da UFC Islene Rosa, realizou sua pesquisa de mestrado sobre o conflito socioambiental na comunidade de Novo Maracanaú, decorrente da referida contaminação ambiental, passando, desde então, a participar e colaborar com a equipe técnica nomeada pelo Reitor.
A empresa Agripec/Nurfarm, na tentativa de intimidar as pesquisadoras e de restringir a liberdade e autonomia da universidade e o uso adequado de informações públicas, que devem estar a serviço do poder público e da população, interpelou extrajudicialmente as pesquisadoras Raquel Rigotto e Islene Rosa, do Núcleo TRAMAS – Trabalho, Meio Ambiente e Saúde para a Sustentabilidade da UFC.
Os participantes da 1ª. Conferência Estadual de Saúde Ambiental do Ceará compreendem que a Universidade, ao realizar este trabalho, está cumprindo o seu papel técnico e social e contribuindo para atender às demandas de produção de conhecimentos de movimentos sociais no Ceará sobre os graves conflitos socioambientais e suas implicações sobre a saúde ambiental e a qualidade de vida da população.
Diante do exposto, nós, participantes da 1ª Conferência Estadual de Saúde Ambiental do Ceará, nos manifestamos em apoio às pesquisadoras e nos posicionamos contra a criminalização de pesquisadores que cumprem seu papel de instituição pública voltada para o público.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O MST NEGA ATOS DE VANDALISMO

Como a grande mídia não permite ao MST se pronunciar nos jornais de cobertura nacional, transcrevo aqui os esclarecimentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra sobre atos de vandalismo atribuídos ao MST pela imprensa escrita, televisionada e via internet. Você já viu/leu a versão da mídia. Aqui está a dos que costumam ocupar fazendas improdutivas e lutam por reforma agrária. Pense e conclua.

ESCLARECIMENTOS SOBRE ÚLTIMOS EPISÓDIOS VEICULADOS PELA MÍDIA

Diante dos últimos episódios que envolvem o MST e vêm repercutindo na mídia, a direção nacional do MST vem a público se pronunciar.

1. A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em nosso país. O resultado do Censo de 2006, divulgado na semana passada, revelou que o Brasil é o país com a maior concentração da propriedade da terra do mundo. Menos de 15 mil latifundiários detêm fazendas acima de 2,5 mil hectares e possuem 98 milhões de hectares. Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das terras.

2. Há uma lei de Reforma Agrária para corrigir essa distorção histórica. No entanto, as leis a favor do povo somente funcionam com pressão popular. Fazemos pressão por meio da ocupação de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não cumprem a função social, como determina a Constituição de 1988.

A Constituição Federal estabelece que devem ser desapropriadas propriedades que estão abaixo da produtividade, não respeitam o ambiente, não respeitam os direitos trabalhistas e são usadas para contrabando ou cultivo de drogas.

3. Também ocupamos as fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas, como acontece, por exemplo, no Pontal do Paranapanema e em Iaras (empresa Cutrale), no Pará (Banco Opportunity) e no sul da Bahia (Veracel/Stora Enso). São áreas que pertencem à União e estão indevidamente apropriadas por grandes empresas, enquanto se alega que há falta de terras para assentar trabalhadores rurais sem terras.

4. Os inimigos da Reforma Agrária querem transformar os episódios que aconteceram na fazenda grilada pela Cutrale para criminalizar o MST, os movimentos sociais, impedir a Reforma Agrária e proteger os interesses do agronegócio e dos que controlam a terra.

5. Somos contra a violência. Sabemos que a violência é a arma utilizada sempre pelos opressores para manter seus privilégios. E, principalmente, temos o maior respeito às famílias dos trabalhadores das grandes fazendas quando fazemos as ocupações. Os trabalhadores rurais são vítimas da violência. Nos últimos anos, já foram assassinados mais de 1,6 mil companheiros e companheiras, e apenas 80 assassinos e mandantes chegaram aos tribunais. São raros aqueles que tiveram alguma punição, reinando a impunidade, como no caso do Massacre de Eldorado de Carajás.

6. As famílias acampadas recorreram à ação na Cutrale como última alternativa para chamar a atenção da sociedade para o absurdo fato de que umas das maiores empresas da agricultura - que controla 30% de todo suco de laranja no mundo - se dedique a grilar terras. Já havíamos ocupado a área diversas vezes nos últimos 10 anos, e a população não tinha conhecimento desse crime cometido pela Cutrale.

7. Nós lamentamos muito quando acontecem desvios de conduta em ocupações, que não representam a linha do movimento. Em geral, eles têm acontecido por causa da infiltração dos inimigos da Reforma Agrária, seja dos latifundiários ou da policia.

8. Os companheiros e companheiras do MST de São Paulo reafirmam que não houve depredação nem furto por parte das famílias que ocuparam a fazenda da Cutrale. Quando as famílias saíram da fazenda, não havia ambiente de depredações, como foi apresentado na mídia. Representantes das famílias que fizeram a ocupação foram impedidos de acompanhar a entrada dos funcionários da fazenda e da PM, após a saída da área. O que aconteceu desde a saída das famílias e a entrada da imprensa na fazenda deve ser investigado.

9. Há uma clara articulação entre os latifundiários, setores conservadores do Poder Judiciário, serviços de inteligência, parlamentares ruralistas e setores reacionários da imprensa brasileira para atacar o MST e a Reforma Agrária. Não admitem o direito dos pobres se organizarem e lutarem.

Em períodos eleitorais, essas articulações ganham mais força política, como parte das táticas da direita para impedir as ações do governo a favor da Reforma Agrária e "enquadrar" as candidaturas dentro dos seus interesses de classe.

10. O MST luta há mais de 25 anos pela implantação de uma Reforma Agrária popular e verdadeira. Obtivemos muitas vitórias: mais de 500 mil famílias de trabalhadores pobres do campo foram assentados. Estamos acostumados a enfrentar as manipulações dos latifundiários e de seus representantes na imprensa.

À sociedade, pedimos que não nos julgue pela versão apresentada pela mídia. No Brasil, há um histórico de ruptura com a verdade e com a ética pela grande mídia, para manipular os fatos, prejudicar os trabalhadores e suas lutas e defender os interesses dos poderosos.

Apesar de todas as dificuldades, de nossos erros e acertos e, principalmente, das artimanhas da burguesia, a sociedade brasileira sabe que sem a Reforma Agrária será impossível corrigir as injustiças sociais e as desigualdades no campo. De nossa parte, temos o compromisso de seguir organizando os pobres do campo e fazendo mobilizações e lutas pela realização dos direitos do povo à terra, educação e dignidade.

São Paulo, 9 de outubro de 2009.

DIREÇÃO NACIONAL DO MST

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Foto do lago formado no Rio Jamari


















Recebi e socializo:

Envie aos depredadores da natureza, quem sabe, nesse momento, o coraçãozinho deles amolece? Mas... de preferência, coloque ao lado de uma usina nuclear.

Será se vai chocá-los?

By...

Sonia do Carmo Oliveira

Comentário do Jorge, ao me remeter a foto:

Esse fotógrafo é melhor que eu, rsrsrsrs. Vejam que foto legal!
Vai uma vista do amanhecer, dia 05/09/2009, no lago da Usina Hidroelétrica Samuel, no Rio Jamarí, em Rondônia.
Jorge Benedito Silva
Administrador

Do "Deixa pra Lá" ao "Chega pra Somar"

Esta mensagem não é uma peça incendiária. É um chamado à reflexão, ante o (aparente?) "deixa pra lá" da juventude. Aviso: não estou zangado, nem acabrunhado, pelo contrário: alegre, sorridente e otimista.

Sei que há pessoas do "deixa disso" cheias de boa vontade e que todos querem ajudar, mas lembre-se do dito popular: "de quem muito se abaixa alguma coisa aparece". Ser prudente é bom, mas humilnar-se, jamais. E jovens não devem ser muito prudentes, senão envelhecerão muito rápido, e a Terra precisa ser salva pela juventude de vocês. Se vocês se curvarem diante de um só ou de um punhado de grandes, como é que vocês terão garra para apagar esta Terra na qual Nero está tocando fogo?

Pelas reações observadas, acho que entendi tudo errado. Vejam: não era para a juventude estar emo protesto, ante tanto descalabro? Desculpe, estou errado?

Ora, se é assim, como colocar debaixo do pano o que está acontecendo mundo afora, e calar? Lembrem-se: velhos é que saem com a idéia de "deixar pra lá" e só reagirmos diante de novas truculências. Como diz o cearense: Diábéisso? Não fica todo mundo "iraaado" quando sai uma notícia ruim na TV? KKK Por que se dissolve tão rápido nossa indignação?

Compreendo adulto colocar termos mais diplomáticos, assim: em lugar de "você é mentiroso", posso escrever "Vossa Excelência faltou com a verdade". É fácil fazer isso. Agora não se pode, diante de uma violência, não fazer referência à violência, não se reagir contra ela, se escondê-la. Aí é pedir que os jovens façam como a rede Globo, na ditadura. kkk. Para não dizer que a inflação fora alta, ela informava que o rendimento da poupança fora estrondoso (a maior parte correção da corrosão inflacionária)!!! KKK

Que é isso, companheiros? Não sou jornalista da Globo daquela época (hoje está melhorzinho, mas continua ruim o jornalismo dela). Voltando ao nosso universo: há quem diga que "pior do que o surgimento de um conflito, é alimentá-lo". Alto lá. O conflito pode ser criador. Ignorar o conflito é os jovens meterem o rabinho entre as pernas, como se fôssem garotinhos e garotinhas do jardim de infância, amedrontados, longe de nossos pais, sem saber nem poder enfrentar a "monstra" da professora transgressora.

Em meu tempo de jovem minha turma não deixava para lá. Partia pra cima, em situação similar!!!! Que é isso companheiros e companheiras? Sugiro mudarem o raciocínio. Ou vocês não se sentiram agredidos com a brutalidade da sociedade em que vivem? Calemo-nos e ela se sentirá no direito de amanhã, fazer pior... Pensem nisso.

Vocês vão criar problema? Que problemas? O problema já foi criado, e por esta situação que está aí. Vocês jovens têm até o direito de se excederem. É da idade! (natural, portanto) Mais obrigação de mostrar juízo tinha e tem a estrutura adulta, da sociedade. Ou não, pessoal?

Bem, acho que a juventude está tentando resolver os conflitos do momento atual "de forma passiva", e até de forma suicida, pelo álcool e outras drogas mais pesadas. Não concordo, mas devo admitir que o suicídio e sempre uma posição possível, na base do "grito desumano, que é uma maneira de ser escutado", de Chico Buaarque. Aliás, outra atitude é nada fazer e esperar as próximas truculências, como naquele poema de Berthold Brecht cuja moral é "porque não gritamos, agora cortaram-nos a garganta".

Talvez a juventude esteja reagindo por outras formas e minha miopia me impeça de ver -- daí estas minhas palavras. Se, porém, sua opção é pelo niilismo, pela inação, pela agressão, pelo não-razão, fico impotente ante o seu direito de pensar diferente e até o contrário de mim. Estou frio. Se não quiserem, nada façam, se quiserem, façam diferente de minha geração. Melhor ainda, apontem novos caminhos, escrevam outra história, melhor, mais luminosa, estejam à vontade, pois, como disse o poeta Gonzaguinha, "eu acredito é na rapaziaaadaaaa!"

Ademir Costa