O texto a seguir mostra como a falta de democracia impera até entre nós jornalistas que, a todo dia, denunciamos as intolerâncias dos outros. A autora, jovem jornalista, difundiu sua indignação via e-mail, portanto é uma manifestação pessoal dirigida inicialmente a seus amigos. Recebi autorização dela para publicar.
Janayde Gonçalves
No último fim de semana,10 e 11 de abril, fui ao Congresso Estadual de Jornalistas.
A valorização da profissão de Jornalista se faz com resistência e luta. E neste caminho prosseguimos em defesa do direito de ocupar o espaço político que nos cabe.
Os objetivos do evento eram: comemorar o dia do Jornalista, celebrar 57 anos do sindicato no CE, eleger delegados para o Congresso Nacional e votar pautas de interesse da categoria.
Talvez, muitos dos que estejam lendo essa carta só estejam sabendo disso agora.
Pois bem companheiros, quando iniciada a votação, as bandeiras começavam a se erguer e vozes de jornalistas que não faziam parte da atual gestão foram diversas vezes cerceadas pelo puro autoristarismo da mesa diretora e da presidente do sindicato. Pelo uso da força, até. Mesa essa votada por 26 delegados. Digam-me se 26 representam os mais de 2 mil jornalistas do Ceará?
Não é de hoje a precarizarização do movimento sindical em nossa categoria. Presenciamos uma gestão que mantém um equipamento que deveria ser representativo sob seu controle, a punho de ferro, com portas fechadas e da forma mais fechada possível. Eu ouvi falar do sindicato em 2003, recebi canais de comunicação da entidade nesse ano, quando entrei na faculdade, e somente agora em 2010, quando fui convidada a participar de um movimento que propõe uma transformação coletiva da atual conjuntura.
Fiquei estarrecida com o que me aconteceu, com o que presenciei no evento. O autoritarismo tomou conta do Congresso. Mesa diretora e Presidente do Sindicato tentaram impedir-me de pronunciamento. Débora arrancou o microfone de minha mão. A plenária se posicionou contrária à presidente, mas foram quase 20 minutos de discussão para a mesa autorizar que eu me pronunciasse.Toda a briga para que eu falasse por apenas dois minutos. Falta democracia no Sindicato. Como disse Daniel Fonseca: o Sindjorce hoje tem uma gestão despótica e monocrática.
Em seguida, Débora faz discurso de vítima, depreciou dois colegas, Daniel Fonseca e Helena Martins pela atuação de ambos na Enecos (eles já tinham saído do auditório).
Por fim desdenhou das únicas 3 pessoas que pela primeira vez, se posicionaram sobre as pautas, expuseram suas opiniões, naturalmente contrárias à dívida histórica que a atual gestão contraiu com a categoria e com os milhares de jornalistas que se formaram nos últimos 7 anos. Uma situação monocrática, de descaso e distanciamento de uma entidade que não é representativa.
Digam-me se se um congresso que possui 26 delegados, dos quais 21 são ligados a atual gestão, é legítimo? Lembrando que só uma diretoria compõe 18 nomes.. A presidente disse que as pessoas que se posicionaram contrariamente estavam ali para manchar sua imagem.
Eu senti um tremendo mal estar nesse encontro. Por essa situação, não posso me furtar de expressar a todos os amigos companheiros da profissão, minhas considerações sobre o Congresso Estadual dos Jornalistas, minha profunda tristeza, decepção, na minha primeira ida a um Congresso de Jornalistas do Ceará.
E imagino, meus companheiros, o que os afasta desses espaços. Mas convoco e saúdo os que têm coragem a congregarem esforços, contruir um movimento de alguma maneira, para mudar a situação da representação dos jornalistas no Ceará. Jornalistas ainda não sindicalizados, filiem-se e exerçam seu direito de voto, de voz.
Jornalistas sindicalizados, cheguem junto.
Jornalistas de redação não são “frouxos” como quiseram afirmar no Congresso.
A companheira Mozarly Almeida solicitou, oficialmente, ao representante da Fenaj presente na Plenária final do Congresso, no caso Celso Schröder, que a Federação Nacional dos Jornalistas designasse um observador para acompanhar as eleições previstas para fim de julho. Também ressaltou para a mesa que dirigia os trabalhos que gostaria que nosso pedido constasse em ata.
Nossa profissão é de uma belíssima função social. As contribuições que damos ao nosso estado são importantes. Não podemos deixar que os jornalistas sejam, a todo momento, minados, desarticulados e oprimidos, por interesses de um grupo tão pequeno.
Não podemos nos omitir, temos que tentar mudar essa situação. A crise é muito maior do que aparenta!
E nesse momento faço minhas a palavras de Mozarly Almeida: Temos que contribuir, para a defesa da categoria, porém em conjunto com os colegas de profissão. Para nós, o saldo maior será termos conseguido tirar as pessoas que compõem esta sofrida profissão da zona de acomodação e apatia, graças ao debate ideológico sobre os caminhos e a forma de atuação que acreditamos serem os mais viáveis para o Sindjorce.
Por isso, estamos no páreo e esperamos contar com o apoio e o reconhecimento dos colegas, que, como nós, acreditam que é possível a construção de uma representatividade forte e combativa, respaldada em suas ações e por jornalistas.
Janayde Gonçalves é jornalista recém-formada e integra o Movimento Transformação Coletiva. Este movimento catalisa a insatisfação da categoria ante o ambiente hostil capitaneado pelos patrões e que culminou com a desregulamentação do exercício profissional pelo Supremo Tribunal Federal, ato criticado até por altas autoridades do Judiciário
quarta-feira, 14 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Mundo Desigual
Por: Marcio Demari, Diretor Presidente do Planeta Voluntários - Brasil.
"O maior assassino do mundo e a maior causa de doenças e sofrimento ao redor do golfo é… a extrema pobreza."
Desigualdade Social
21 países retrocederam em seu Índice de Desenvolvimento Humano, contra apenas 4 na década anterior. Em 54 países a renda per capita é mais baixa do que em 1990. Em 34 países a expectativa de vida ao nascer diminuiu, em 21 há mais gente passando fome e em 14 há mais crianças morrendo antes dos cinco anos;
No Brasil, 10% brasileiros mais pobres recebem 0,9% da renda do país, enquanto os 10% mais ricos ficam com 47,2%. Segundo a Unicef, 6 milhões de crianças (10% do total) estão em condições de “severa degradação das condições humanas básicas, incluindo alimentação, água limpa, condições sanitárias, saúde, habitação, educação e informação”.
A pesquisa ainda mostra que 15% das crianças brasileiras vivem sem condições sanitárias básicas. As áreas rurais do Brasil concentram a maioria das crianças carentes, com 27,5% delas vivendo em “absoluta pobreza”.
Segundo a OIT, os dados de trabalhadores domésticos infantis é espantoso: no Peru, 110 mil; no Paraguai, 40 mil; na Colômbia, 64 mil; na República Dominicana, 170 mil; apenas na Guatemala, 40 mil; no Haiti, 200 mil; e no Brasil – o campeão de trabalho doméstico na América Latina e talvez no mundo – 500 mil.
Com 53,9 milhões de pobres, o equivalente a 31,7% da população, o Brasil aparece em penúltimo lugar em termos de distribuição de renda numa lista de 130 países. É o que mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, divulga hoje em Brasília.
Das 55 milhões de crianças de 10 a 15 anos no Brasil, 40% estão desnutridas. 1,5 milhão entre 7 e 14 anos está fora da escola. A cada ano, 2,8 milhões de crianças abandonam o ensino fundamental. Das que concluem a 4ª série, 52% não sabem ler nem escrever.
Mais de 27 milhões de crianças vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil, e fazem parte de famílias que têm renda mensal de até meio salário mínimo. Aproximadamente 33,5% de brasileiros vivem nessas condições econômicas no país, e destes, 45% são crianças que têm três vezes mais possibilidade de morrer antes dos cinco anos.
A cada 12 minutos, uma pessoa é assassinada no Brasil. Por ano, são registrados 45 mil homicídios no País. No entanto, a probabilidade de um assassino ser condenado e cumprir pena até o fim no Brasil é de apenas 1%.
O Brasil é, segundo a ONU, o país onde mais se mata com armas de fogo. Todos os anos são mortos 40 mil brasileiros;
1,9% do PIB brasileiro é consumido no tratamento de vítimas da violência;
A Aids já deixou mais de 11 milhões de órfãos na África; o devastador avanço desta doença fará com que, em 2010, pelo menos 40 milhões de menores em todo o continente tenham perdido pelo menos um de seus pais, segundo a UNICEF. A cada minuto, uma criança morre de AIDS.
Mais de 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no planeta, segundo dados da ONU. Outros 2.4 bilhões não têm saneamento básico. A combinação do dois índices é apontada com a causa de pelo menos 3 milhões de mortes todo ano. Um europeu consome em média entre 300 e 400 litros diariamente, um americano mais de 600 litros, enquanto um africano tem acesso a 20 ou 30 litros diários.
Um em cada seis habitantes da Terra não tem água potável para beber e dois em cada cinco não dispõem de acesso a saneamento básico.
Até 2050, quando 9,3 bilhões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 bilhões e 7 bilhões de pessoas não terão acesso à água de qualidade.
A fome no mundo, depois de recuar na primeira metade dos anos 90, voltou a crescer e já atinge cerca de 850 milhões de pessoas. A cada ano, entram nesse grupo mais 5 milhões de famintos.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 160 mil pessoas estão morrendo por causa do aquecimento global, número que poderia dobrar até 2020 - contabilizando-se catástrofes naturais e doenças relacionadas a elas.
Além da morte, a desnutrição crônica também provoca a diminuição da visão, a apatia, a atrofia do crescimento e aumenta consideravelmente a susceptibilidade às doenças. As pessoas que sofrem de desnutrição grave ficam incapacitadas de funções até mesmo a um nível mais básico.
Muitas vezes, são necessários apenas alguns recursos simples para que os povos empobrecidos tenham capacidade de produzir alimentos de modo a se tornarem auto-suficientes. Estes recursos incluem sementes de boa qualidade, ferramentas adequadas e o acesso a água. Pequenas melhorias nas técnicas de cultivo e nos métodos de armazenamento de alimentos também são úteis..
Muitos peritos nas questões da fome acreditam que, fundamentalmente, a melhor maneira de reduzir a fome é através da educação. As pessoas instruídas têm uma maior capacidade para sair deste ciclo de pobreza que provoca a fome.
Fontes: Documentos internacionais, principalmente da ONU, UNICEF, OMS, FAO e UNAIDS.
Fonte: Agência de Notícias do Terceiro Setor
"O maior assassino do mundo e a maior causa de doenças e sofrimento ao redor do golfo é… a extrema pobreza."
Desigualdade Social
21 países retrocederam em seu Índice de Desenvolvimento Humano, contra apenas 4 na década anterior. Em 54 países a renda per capita é mais baixa do que em 1990. Em 34 países a expectativa de vida ao nascer diminuiu, em 21 há mais gente passando fome e em 14 há mais crianças morrendo antes dos cinco anos;
No Brasil, 10% brasileiros mais pobres recebem 0,9% da renda do país, enquanto os 10% mais ricos ficam com 47,2%. Segundo a Unicef, 6 milhões de crianças (10% do total) estão em condições de “severa degradação das condições humanas básicas, incluindo alimentação, água limpa, condições sanitárias, saúde, habitação, educação e informação”.
A pesquisa ainda mostra que 15% das crianças brasileiras vivem sem condições sanitárias básicas. As áreas rurais do Brasil concentram a maioria das crianças carentes, com 27,5% delas vivendo em “absoluta pobreza”.
Segundo a OIT, os dados de trabalhadores domésticos infantis é espantoso: no Peru, 110 mil; no Paraguai, 40 mil; na Colômbia, 64 mil; na República Dominicana, 170 mil; apenas na Guatemala, 40 mil; no Haiti, 200 mil; e no Brasil – o campeão de trabalho doméstico na América Latina e talvez no mundo – 500 mil.
Com 53,9 milhões de pobres, o equivalente a 31,7% da população, o Brasil aparece em penúltimo lugar em termos de distribuição de renda numa lista de 130 países. É o que mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, divulga hoje em Brasília.
Das 55 milhões de crianças de 10 a 15 anos no Brasil, 40% estão desnutridas. 1,5 milhão entre 7 e 14 anos está fora da escola. A cada ano, 2,8 milhões de crianças abandonam o ensino fundamental. Das que concluem a 4ª série, 52% não sabem ler nem escrever.
Mais de 27 milhões de crianças vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil, e fazem parte de famílias que têm renda mensal de até meio salário mínimo. Aproximadamente 33,5% de brasileiros vivem nessas condições econômicas no país, e destes, 45% são crianças que têm três vezes mais possibilidade de morrer antes dos cinco anos.
A cada 12 minutos, uma pessoa é assassinada no Brasil. Por ano, são registrados 45 mil homicídios no País. No entanto, a probabilidade de um assassino ser condenado e cumprir pena até o fim no Brasil é de apenas 1%.
O Brasil é, segundo a ONU, o país onde mais se mata com armas de fogo. Todos os anos são mortos 40 mil brasileiros;
1,9% do PIB brasileiro é consumido no tratamento de vítimas da violência;
A Aids já deixou mais de 11 milhões de órfãos na África; o devastador avanço desta doença fará com que, em 2010, pelo menos 40 milhões de menores em todo o continente tenham perdido pelo menos um de seus pais, segundo a UNICEF. A cada minuto, uma criança morre de AIDS.
Mais de 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no planeta, segundo dados da ONU. Outros 2.4 bilhões não têm saneamento básico. A combinação do dois índices é apontada com a causa de pelo menos 3 milhões de mortes todo ano. Um europeu consome em média entre 300 e 400 litros diariamente, um americano mais de 600 litros, enquanto um africano tem acesso a 20 ou 30 litros diários.
Um em cada seis habitantes da Terra não tem água potável para beber e dois em cada cinco não dispõem de acesso a saneamento básico.
Até 2050, quando 9,3 bilhões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 bilhões e 7 bilhões de pessoas não terão acesso à água de qualidade.
A fome no mundo, depois de recuar na primeira metade dos anos 90, voltou a crescer e já atinge cerca de 850 milhões de pessoas. A cada ano, entram nesse grupo mais 5 milhões de famintos.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 160 mil pessoas estão morrendo por causa do aquecimento global, número que poderia dobrar até 2020 - contabilizando-se catástrofes naturais e doenças relacionadas a elas.
Além da morte, a desnutrição crônica também provoca a diminuição da visão, a apatia, a atrofia do crescimento e aumenta consideravelmente a susceptibilidade às doenças. As pessoas que sofrem de desnutrição grave ficam incapacitadas de funções até mesmo a um nível mais básico.
Muitas vezes, são necessários apenas alguns recursos simples para que os povos empobrecidos tenham capacidade de produzir alimentos de modo a se tornarem auto-suficientes. Estes recursos incluem sementes de boa qualidade, ferramentas adequadas e o acesso a água. Pequenas melhorias nas técnicas de cultivo e nos métodos de armazenamento de alimentos também são úteis..
Muitos peritos nas questões da fome acreditam que, fundamentalmente, a melhor maneira de reduzir a fome é através da educação. As pessoas instruídas têm uma maior capacidade para sair deste ciclo de pobreza que provoca a fome.
Fontes: Documentos internacionais, principalmente da ONU, UNICEF, OMS, FAO e UNAIDS.
Fonte: Agência de Notícias do Terceiro Setor
Deus e o Superacelerador de Partículas
Um amigo me mandou este texto:
A Recriação
Superacelerador de partículas reconstitui as origens do universo e reabre debate entre fé e ciência
A maior experiência já realizada sobre as forças fundamentais da natureza teve início ontem quando o superacelerador LHC, na Suíça, promoveu o choque de partículas subatômicas, reproduzindo as condições do universo logo após o Big Bang. O feito abre caminho para uma nova era da física, com a possibilidade da descoberta de outras matérias e, até mesmo, dimensões. Reabre ainda o debate entre fé e ciência ao recriar os primeiros momentos do Cosmos. Às 8h (horário de Brasília), os feixes de prótons que percorriam os 27 quilômetros do túnel oval subterrâneo do equipamento se chocaram a uma velocidade bem próxima à dá luz, produzindo diversas partículas, A experiência será repetida pelos próximos anos com energia cada vez maior. O objetivo é estudar o produto desses choques para elucidar enigmas como a composição de 95% do universo e a existência do bóson de Higgs, também chamado de "partícula de Deus", responsável por dotar de massa tudo o que existe.
Comentário meu:
JORNALISMO -- Todo o que vem da imprensa peca pelo exagero. Nós da imprensa ficamos ridículos, vez por outra, dada a nossa paranóia de escrever algo chocante. É o caso das expressões "recriação" e "partícula de Deus", por exemplo. Algo bombástico e pouco esclarecido, quando esclarecido. Fiz várias reportagens sobre questões científicas, em meus vinte anos na chamada grande imprensa. Difícil colocar em linguagem corrente os conceitos da ciência. Difícil, mas possível. Demanda uma boa conversa do repórter com suas fontes, leituras complementares, um pouco de reflexão para criar "a forma" de apresentar os conceitos, domínio do português, além de revisão do texto final.
Sim, revisão. Alguns jornalistas detestam ser humildes nesta hora. Em duas ocasiões, submeti meus textos às autoridades entrevistadas, para a supervisão quanto aos conceitos. Eram muito complexos. Foi bom para mim, pois confirmei que aprendera e corrigi o que escrevera errado; foi bom para meus leitores, pois receberam informações corretas. Meus textos sempre foram aprovados por minhas fontes, mesmo pelas que não os leram antes. Digo com uma ponta de orgulho: sem sequer um registro de reclamação.
FÉ E CIÊNCIA -- A fé tem por função fornecer valores que balizem a vida humana para um plano transcendente; já a ciência "explica" os fatos e fenômenos, físicos e/ou sociais. São perspectivas diferentes e complementares. Nem a fé vai explicar os fatos e fenómenos, nem a ciência vai fornecer valores que levem o homem a dar sentido à sua vida e a aspirar a um umbral transcendente pós-morte.
Fé e ciência têm algo em comum: fornecem ao homem coragem e esperança, na medida em que afastam o medo e a insegurança. Reduzir a religião à tarefa de explicar o mundo é delegar a ela uma tarefa que não lhe pertence. Querer que a ciência forneça todas as bases para o agir humano com segurança e esperança é superestimar o papel da atividade científica. Foi o que me ensinaram na disciplina "Filosofia da Religião". É o que constato. Para mim, o superacelerador pode explicar "como" a criação ocorreu. Não fundamenta, porém, "quem" acionou aquele maravilhoso mecanismo de criação. Para mim, este Quem é aquele ser a que denominamos Deus, qualquer que seja a representação religiosa que se lhe dê.
É por aí.
Ademir Costa
A Recriação
Superacelerador de partículas reconstitui as origens do universo e reabre debate entre fé e ciência
A maior experiência já realizada sobre as forças fundamentais da natureza teve início ontem quando o superacelerador LHC, na Suíça, promoveu o choque de partículas subatômicas, reproduzindo as condições do universo logo após o Big Bang. O feito abre caminho para uma nova era da física, com a possibilidade da descoberta de outras matérias e, até mesmo, dimensões. Reabre ainda o debate entre fé e ciência ao recriar os primeiros momentos do Cosmos. Às 8h (horário de Brasília), os feixes de prótons que percorriam os 27 quilômetros do túnel oval subterrâneo do equipamento se chocaram a uma velocidade bem próxima à dá luz, produzindo diversas partículas, A experiência será repetida pelos próximos anos com energia cada vez maior. O objetivo é estudar o produto desses choques para elucidar enigmas como a composição de 95% do universo e a existência do bóson de Higgs, também chamado de "partícula de Deus", responsável por dotar de massa tudo o que existe.
Comentário meu:
JORNALISMO -- Todo o que vem da imprensa peca pelo exagero. Nós da imprensa ficamos ridículos, vez por outra, dada a nossa paranóia de escrever algo chocante. É o caso das expressões "recriação" e "partícula de Deus", por exemplo. Algo bombástico e pouco esclarecido, quando esclarecido. Fiz várias reportagens sobre questões científicas, em meus vinte anos na chamada grande imprensa. Difícil colocar em linguagem corrente os conceitos da ciência. Difícil, mas possível. Demanda uma boa conversa do repórter com suas fontes, leituras complementares, um pouco de reflexão para criar "a forma" de apresentar os conceitos, domínio do português, além de revisão do texto final.
Sim, revisão. Alguns jornalistas detestam ser humildes nesta hora. Em duas ocasiões, submeti meus textos às autoridades entrevistadas, para a supervisão quanto aos conceitos. Eram muito complexos. Foi bom para mim, pois confirmei que aprendera e corrigi o que escrevera errado; foi bom para meus leitores, pois receberam informações corretas. Meus textos sempre foram aprovados por minhas fontes, mesmo pelas que não os leram antes. Digo com uma ponta de orgulho: sem sequer um registro de reclamação.
FÉ E CIÊNCIA -- A fé tem por função fornecer valores que balizem a vida humana para um plano transcendente; já a ciência "explica" os fatos e fenômenos, físicos e/ou sociais. São perspectivas diferentes e complementares. Nem a fé vai explicar os fatos e fenómenos, nem a ciência vai fornecer valores que levem o homem a dar sentido à sua vida e a aspirar a um umbral transcendente pós-morte.
Fé e ciência têm algo em comum: fornecem ao homem coragem e esperança, na medida em que afastam o medo e a insegurança. Reduzir a religião à tarefa de explicar o mundo é delegar a ela uma tarefa que não lhe pertence. Querer que a ciência forneça todas as bases para o agir humano com segurança e esperança é superestimar o papel da atividade científica. Foi o que me ensinaram na disciplina "Filosofia da Religião". É o que constato. Para mim, o superacelerador pode explicar "como" a criação ocorreu. Não fundamenta, porém, "quem" acionou aquele maravilhoso mecanismo de criação. Para mim, este Quem é aquele ser a que denominamos Deus, qualquer que seja a representação religiosa que se lhe dê.
É por aí.
Ademir Costa
Páscoa dos Amigos é...
É ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço,
É uma nova chance para melhorarmos
as coisas que não gostamos em nós,
Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho.
É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.
Feliz Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!
São os votos de NILZETE
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço,
É uma nova chance para melhorarmos
as coisas que não gostamos em nós,
Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho.
É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.
Feliz Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!
São os votos de NILZETE
Publicação sobre conservação das florestas

Convite para lançamento da revista "Os desafios para a conservação das florestas tropicais"
Trata-se do lançamento da revista Os desafios para a conservação das florestas tropicais, no próximo dia 20 de abril, às 9h30min, no auditório do curso de Direito, da Faculdade 7 de Setembro, em Fortaleza. A publicação, editada pela Fundação Konrad Adenauer, reúne reportagens de estudantes de Jornalismo dos Estados do Ceará, Pernambuco e Piauí sobre a Floresta Nacional do Araripe (Flona do Araripe). Eles participaram do Laboratório Ambiental para Estudantes de Jornalismo, em setembro de 2009, na Universidade Federal do Ceará - Campus Cariri, em Juazeiro do Norte. As matérias foram selecionadas em concurso e os três primeiros colocados receberão diplomas de reconhecimento e publicações. O endereço da FA7 é Rua Maximiniano da Fonseca, 1395 - Bairro Luciano Cavalcante.
Após a solenidade, haverá palestra do ambientalista Mário Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, e do engenheiro florestal Francisco Campello, técnico do projeto GEF Caatinga/PNUD, sobre o tema ‘Mudanças climáticas e impactos ambientais’. Os jornalistas Edgard Patrício e Maristela Crispim serão debatedores do encontro, realização da Fundação Konrad Adenauer e da Faculdade 7 de Setembro, com participação aberta aos interessados no tema.
A revista reúne 17 textos escritos pelos estudantes, que também fizeram as fotografias, distribuídos em 63 páginas. As três melhores reportagens indicadas para reconhecimento do concurso foram: ‘Tradição e natureza em harmonia na região do Araripe’, da estudante Júlia Arraes de Alencar, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); a segunda, ‘Pequi: a esperança sem sair de casa’, de Raíssa Ebrahim dos Santos, também da UFPE, e, a terceira reportagem, ‘Os frutos que o babaçu rende’, de Marcos Antônio Rocha Montenegro Júnior, da Faculdade 7 de Setembro, de Fortaleza.
Para mais informações, veja os sites da fundação:
www.sustentavel.inf.br
www.kas.de/brasil
Educação: Campanha aprova suas emendas na Conae
Debates nos eixos comprovam tendência de aprovação do Custo Aluno-Qualidade. Lula e Haddad afirmam que a educação pública precisa de mais investimentos e de valorização de seus profissionais
Com uma delegação de 54 delegados a Campanha Nacional pelo Direito à Educação deve encerrar sua participação na Conae (Conferência Nacional de Educação) com todas as suas emendas ao Documento Base acatadas pelo público presente. As propostas do grupo passaram pela apreciação das plenárias de eixo com percentual de aprovação igual ou superior a 50% do quórum e devem ser ratificadas na plenária final que segue até o fim desta quinta-feira, 1º de abril.
Boa parte das emendas dizem respeito à incorporação do CAQi (Custo Aluno-Qualidade Inicial) como ferramenta de controle social, mecanismo de gestão da educação pública e referência para o financiamento da área. Uma das sugestões aprovadas visa um aumento de R$ 29 bilhões por ano na complementação da União ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Em sua fala na plenária final da Conae, na manhã desta quinta-feira (1/4), o ministro da Educação, Fernando Haddad, reforçou a necessidade de se destinar mais recursos para o setor. “Não adianta ficar comparando indicadores de qualidade sem fornecer as condições necessárias”.
As propostas aprovadas na Conae serão condensadas em um documento final que servirá de base para a construção do novo PNE (Plano Nacional de Educação 2011-2020). Em sua fala de saudação na plenária final da conferência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou os cerca de 3.000 delegados pelo empenho em discutir os temas relacionados à educação e reforçou a importância de se ter bons professores atuando nas escolas públicas. “O casamento entre uma educação de qualidade e a valorização do profissional é indissociável”.
Fontes para a imprensa
Membros da Comissão Organizadora Nacional
» Daniel Cara – coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
» Francisco das Chagas - secretário executivo adjunto do MEC
» Arlindo Queiroz - diretor de programas da Secretaria Executiva Adjunta do MEC
Contato
» Diones Soares – Campanha Nacional pelo Direito à Educação
(61) 8155-1716 (11) 3159-1243 / (11) 8793-7711
(Brasil, 1º de abril de 2010)
Com uma delegação de 54 delegados a Campanha Nacional pelo Direito à Educação deve encerrar sua participação na Conae (Conferência Nacional de Educação) com todas as suas emendas ao Documento Base acatadas pelo público presente. As propostas do grupo passaram pela apreciação das plenárias de eixo com percentual de aprovação igual ou superior a 50% do quórum e devem ser ratificadas na plenária final que segue até o fim desta quinta-feira, 1º de abril.
Boa parte das emendas dizem respeito à incorporação do CAQi (Custo Aluno-Qualidade Inicial) como ferramenta de controle social, mecanismo de gestão da educação pública e referência para o financiamento da área. Uma das sugestões aprovadas visa um aumento de R$ 29 bilhões por ano na complementação da União ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Em sua fala na plenária final da Conae, na manhã desta quinta-feira (1/4), o ministro da Educação, Fernando Haddad, reforçou a necessidade de se destinar mais recursos para o setor. “Não adianta ficar comparando indicadores de qualidade sem fornecer as condições necessárias”.
As propostas aprovadas na Conae serão condensadas em um documento final que servirá de base para a construção do novo PNE (Plano Nacional de Educação 2011-2020). Em sua fala de saudação na plenária final da conferência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou os cerca de 3.000 delegados pelo empenho em discutir os temas relacionados à educação e reforçou a importância de se ter bons professores atuando nas escolas públicas. “O casamento entre uma educação de qualidade e a valorização do profissional é indissociável”.
Fontes para a imprensa
Membros da Comissão Organizadora Nacional
» Daniel Cara – coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
» Francisco das Chagas - secretário executivo adjunto do MEC
» Arlindo Queiroz - diretor de programas da Secretaria Executiva Adjunta do MEC
Contato
» Diones Soares – Campanha Nacional pelo Direito à Educação
(61) 8155-1716 (11) 3159-1243 / (11) 8793-7711
(Brasil, 1º de abril de 2010)
Limitação física cresce entre jovens
Dados do IBGE mostram que limitação física cresce mais entre brasileiros de 14 a 19 anos que em outras faixas etárias
Tarefas cotidianas como tomar banho, abaixar-se ou subir escadas têm se tornado difíceis para cada vez mais brasileiros. No País, cerca de 42 milhões de pessoas enfrentam ao menos um pequeno grau de dificuldade para realizar tarefas cotidianas. Mas, segundo dados do IBGE, foi na faixa dos 14 aos 19 anos que o problema da mobilidade mais aumentou. De 2003 a 2008, a parcela dos que relataram dificuldades aumentou 23% (de 6% para 7,4%). Para José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, isso ocorre porque as formas de lazer hoje são muito pouco ativas. Segundo ele, a tevê, o computador e o videogame fazem com que crianças e adolescentes se movimentem cada vez menos.
(Fonte: Agência de Notícias dos Direitos da Infância. 01/04/2010)
Tarefas cotidianas como tomar banho, abaixar-se ou subir escadas têm se tornado difíceis para cada vez mais brasileiros. No País, cerca de 42 milhões de pessoas enfrentam ao menos um pequeno grau de dificuldade para realizar tarefas cotidianas. Mas, segundo dados do IBGE, foi na faixa dos 14 aos 19 anos que o problema da mobilidade mais aumentou. De 2003 a 2008, a parcela dos que relataram dificuldades aumentou 23% (de 6% para 7,4%). Para José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, isso ocorre porque as formas de lazer hoje são muito pouco ativas. Segundo ele, a tevê, o computador e o videogame fazem com que crianças e adolescentes se movimentem cada vez menos.
(Fonte: Agência de Notícias dos Direitos da Infância. 01/04/2010)
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