A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional Nordeste 1, realiza o Seminário “Vida Sustentável no Semiárido Cearense”, de 12 a 14 de fevereiro de 2009, no Auditório Celso Furtado, no Centro Administrativo do Banco do Nordeste bairro Passaré em Fortaleza-CE. O seminário tem por tema "Ceará: vida com dignidade" e como lema, “Levanta-te e anda” (Jo 5,8). O Regional Nordeste 1 reúne as dioceses do Estado do Ceará.
Participarão do seminário cerca de 300 representantes das dioceses, de órgãos governamentais, de movimentos de trabalhadores rurais e de ongs que trabalham no semiárido cearense aplicando tecnologias apropriadas. “A Coordenação do evento busca um trabalho articulado com os bispos e coordenadores das Dioceses e Arquidiocese, favorecendo que a visão das bases seja levada ao Seminário”, diz o documento-base.
O objetivo do seminário é pensar a convivência do homem com o meio ambiente no semiárido cearense, focando as discussões nas boas experiências realizadas no Estado com apoio da Igreja, poder público e iniciativas populares; buscando analisar as políticas públicas em relação às pessoas que vivem e trabalham no semiárido, identificar os pontos críticos e as propostas de solução para os problemas deste povo.
O convite do seminário é para ver, julgar e propor ações para o enfrentamento dos frequentes desafios e reconhecimento das conquistas históricas referentes à convivência com o semiárido, sempre buscando a melhoria das condições da sua população dentro do princípio de harmonia da vida, respeitados homem e natureza, que é um patrimônio de Deus para usufruto de todas as gerações, sempre a serviço de todos os seus filhos.
A idéia do seminário partiu da Comissão Episcopal para o Semiárido e foi prontamente aprovada pelo conjunto dos bispos do Regional Nordeste 1, dentro do entendimento de que a Igreja tem uma grande responsabilidade social, considerando que sua ação pastoral está profundamente ligada à realidade do homem e do meio onde vive.
“A ação profética no seu sentido mais profundo, não se esgota no profetismo que denuncia, mas que também orienta e age, fala e vive no momento presente apontando para o futuro” afirma o documento preparatório do seminário. O texto é fruto do trabalho da comissão preparatória, presida por Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, presidente do Regional NE1 e coordenada por Dom Benedito Francisco Albuquerque, bispo resignatário de Itapipoca e membro da Comissão Episcopal para o Semiárido, que vem trabalhando na organização do evento desde o segundo semestre do ano passado, e está movimentando as dioceses cearenses para participação no evento que deve aprofundar as discussões sobre convivência com o semiárido, não apenas com foco no clima, mas em toda a vida no semiárido.
Resultados Esperados.
A CNBB pretende que o assunto seja focado não apenas durante o evento e pelos envolvidos, mas que toda a sociedade cearense se debruce sobre o tema para conhecer melhor não apenas os problemas, mas a própria estrutura do semiárido e suas peculiaridades. Só assim, entende a comissão, será possível para a sociedade compreender a dimensão da política de convivência com a realidade climática no trinômio “água-solo-vegetação”, considerando que não é apenas o regime climático, como toda a situação de intensidade e periodicidade das chuvas; sol e índices de evaporação, que fazem a realidade no semiárido nordestino. Além disso, o patrimônio cultural e social do nosso povo também precisa ser respeitado neste debate.
Este será o terceiro seminário de uma série de iniciativas em que a CNBB coloca em foco as políticas públicas e a convivência com o semiárido. Entretanto, é a primeira vez que o Ceará – cujo território tem mais de 80% no semiárido – é o centro da discussão. Os debates e conclusões dos outros dois eventos serão postos nos grupos temáticos que, além das representações diocesanas e pastorais, contarão com convidados ligados a instituições públicas e não-governamentais que têm ações ligadas ao semiárido cearense. (Veja quadro)
Grupos Temáticos
1.Educação Contextualizada
Moderadores:Sandra Bandeira/SDA e Maria das Dores Feitosa (Dorinha)/INCRA
2.Renovação da Pastoral Social para Promoção Humana Integral
Moderadores: CARITAS e CPT
3.A ética na Política e a questão do Semiárido
Moderadores: Hugo Rodrigues/COGERH e Alexandre Aragão/MPPU
4.As Políticas Públicas e a produção no Semiárido Cearense
Moderadores: Felipe Pinheiro/ASA e Magno Candido/UFC
5.Estratégias de Organização e participação social
Moderadores: Elza Franco Braga/UFC, Alessandro Nunes/CÁRITAS CEARÁ e Emanuel Barreto/FETRAECE
Mais informações:
•no blog www.diocesedeiapipoca.org.br/semiárido
•na CNBB 3252.4046, e-mail cnbbne1@veloxmail.com.br ou seminário.ce@gmail.com
sábado, 7 de fevereiro de 2009
ALERTA PARA APOSENTADOS E APOSENTANDOS
Ligue 0800 619 619 para a LEI 3299 ser aprovada. Repasse e avise seus amigos e familiares que já se aposentaram! Esta matéria é importante também para quem ainda vai se aposentar. Aqui o apelo do colega Nicolau Bispo:
Pessoal,
Vamos todos entrar em contato com o telefone 0800 619 619, opção 1 e dar nosso apoio ao Projeto de Lei nº. 3299, cuja proposta garante a aposentados e pensionistas, a recuperação do poder aquisitivo à época da concessão do benefício, por meio do sistema de reajuste. O projeto já foi aprovado pelo senado e ainda não foi para a câmara. Acompanhemos.
Como todos sabem, mesmo contribuindo pelo teto máximo, as aposentadorias vão ficando defasadas, ano a ano, devido, principalmente, ao reajuste diferenciado que o governo dá ao salário mínimo e contribuições do pessoapl da ativa e aos aposentados, com reajuste sempre insignificante par a estes últimos. Isso resulta, ano a ano, numa enorme defasagem para todo aquele que sempre contribuiu com o teto máximo, se aposenta pelo teto máximo e nunca mais consegue receber pelo teto máximo.
Assim, vamos nos unir e telefonar para o 0800 619 619, opção 1. A atendente irá solicitar alguns dados e, a seguir perguntar qual o assunto. Basta solicitar que a Lei 3299 seja aprovada. A mensagem pode ser encaminhada para deputados que você queira indicar, a três estados ou às bancadas de até três partidos. Mais informações em:
http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=391382
Não deixe de se manifestar. Existem pressões para o presidente Lula vetar a lei, se for aprovada. Façamos uma corrente de cidadania.
Se você não se aposentou, um dia se aposentará. Cuide do seu futuro, agora!
Nicolau Bispo
Fone - 071 3421-8536 Fax-3264-2559
Fone - 071 8793-0974
nicolaubs@bnb.gov.br
Analista Bancário.
Agência Salvador-Barra (181-3)
Pessoal,
Vamos todos entrar em contato com o telefone 0800 619 619, opção 1 e dar nosso apoio ao Projeto de Lei nº. 3299, cuja proposta garante a aposentados e pensionistas, a recuperação do poder aquisitivo à época da concessão do benefício, por meio do sistema de reajuste. O projeto já foi aprovado pelo senado e ainda não foi para a câmara. Acompanhemos.
Como todos sabem, mesmo contribuindo pelo teto máximo, as aposentadorias vão ficando defasadas, ano a ano, devido, principalmente, ao reajuste diferenciado que o governo dá ao salário mínimo e contribuições do pessoapl da ativa e aos aposentados, com reajuste sempre insignificante par a estes últimos. Isso resulta, ano a ano, numa enorme defasagem para todo aquele que sempre contribuiu com o teto máximo, se aposenta pelo teto máximo e nunca mais consegue receber pelo teto máximo.
Assim, vamos nos unir e telefonar para o 0800 619 619, opção 1. A atendente irá solicitar alguns dados e, a seguir perguntar qual o assunto. Basta solicitar que a Lei 3299 seja aprovada. A mensagem pode ser encaminhada para deputados que você queira indicar, a três estados ou às bancadas de até três partidos. Mais informações em:
http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=391382
Não deixe de se manifestar. Existem pressões para o presidente Lula vetar a lei, se for aprovada. Façamos uma corrente de cidadania.
Se você não se aposentou, um dia se aposentará. Cuide do seu futuro, agora!
Nicolau Bispo
Fone - 071 3421-8536 Fax-3264-2559
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nicolaubs@bnb.gov.br
Analista Bancário.
Agência Salvador-Barra (181-3)
CURSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA
Recebi este convite de Anja Czymmeck, Representante da Fundação Konrad Adenauer, escritório Fortaleza:
Caros amigos, caras amigas,
Gostaríamos de lhes estender um convite para participar do Curso de extensão em formação política 2009, realizado pela Fundação Konrad Adenauer:
Início: 4 de março de 2009 (segunda-feira)
Horário: 18 a 22 horas
Local: UNIPACE, Assembléia Legislativa do Ceará, Universidade do Parlamento Cearense, Av. Pontes Vieira, nº 2391, Dionísio Torres, Fortaleza – Ceará.
Duração: 4 de março a 27 de julho de 2009
Carga horária: 88 horas em 9 módulos
Parceiro: Universidade Estadual do Ceará (UECE), por meio do Mestrado Acadêmico em Políticas Públicas e Sociedade
Objetivo: O conceito e a metodologia visando à preparação do Curso de Extensão em formação Política resultam de esforço especial para capacitar pessoas para uma participação melhorada e ampliar o conhecimento específico do fazer político. Neste sentido, o curso tem como objetivo contribuir para a formação política de lideranças, aprimorando a prática política e o exercício da cidadania, tornando-os aptos a influenciar na construção de uma nova cultura política. Para a Fundação Konrad Adenauer trata-se de um dos principais campos de atuação, que é a formação política, na perspectiva de motivar as pessoas para a participação política e social.
Período de inscrições: 9 a 13 de fevereiro
Informação e inscrição: Secretaria do Mestrado Acadêmico em Políticas Públicas e Sociedade da UECE, Av. Paranjana, 1700, Itaperi, fone: 85-3101.9887. (Fátima)
Taxa de inscrição: R$ 20,00
Módulo I
Fundamentos da Sociedade e da Política Brasileira
Módulo II
Estado, Sociedade e Participação Política
Módulo III
Política, Eleições e Partidos
Módulo IV
Sistema Político e Propostas de...
Módulo V
Globalização, Política Internacional e Brasileira
Módulo VI
Comunicação, Política e Formação da Opinião Pública
Módulo VII
Ética e Política
Módulo VIII
Política, Desenvolvimento Humano e Ecológico
Módulo IX
Síntese do Curso – Avaliação Final
Fundação Konrad Adenauer - escritório Fortaleza
Av. Dom Luís, 176, mezanino
60.160-230 Fortaleza-CE
Fone: 85 3261.9293.
Fax: 85 3261.2164.
Para mais informação sobre a Fundação Konrad Adenauer, acesse
www.kas.de/brasil
www.sustentavel.inf.br
www.agroecologia.inf.br
Caros amigos, caras amigas,
Gostaríamos de lhes estender um convite para participar do Curso de extensão em formação política 2009, realizado pela Fundação Konrad Adenauer:
Início: 4 de março de 2009 (segunda-feira)
Horário: 18 a 22 horas
Local: UNIPACE, Assembléia Legislativa do Ceará, Universidade do Parlamento Cearense, Av. Pontes Vieira, nº 2391, Dionísio Torres, Fortaleza – Ceará.
Duração: 4 de março a 27 de julho de 2009
Carga horária: 88 horas em 9 módulos
Parceiro: Universidade Estadual do Ceará (UECE), por meio do Mestrado Acadêmico em Políticas Públicas e Sociedade
Objetivo: O conceito e a metodologia visando à preparação do Curso de Extensão em formação Política resultam de esforço especial para capacitar pessoas para uma participação melhorada e ampliar o conhecimento específico do fazer político. Neste sentido, o curso tem como objetivo contribuir para a formação política de lideranças, aprimorando a prática política e o exercício da cidadania, tornando-os aptos a influenciar na construção de uma nova cultura política. Para a Fundação Konrad Adenauer trata-se de um dos principais campos de atuação, que é a formação política, na perspectiva de motivar as pessoas para a participação política e social.
Período de inscrições: 9 a 13 de fevereiro
Informação e inscrição: Secretaria do Mestrado Acadêmico em Políticas Públicas e Sociedade da UECE, Av. Paranjana, 1700, Itaperi, fone: 85-3101.9887. (Fátima)
Taxa de inscrição: R$ 20,00
Módulo I
Fundamentos da Sociedade e da Política Brasileira
Módulo II
Estado, Sociedade e Participação Política
Módulo III
Política, Eleições e Partidos
Módulo IV
Sistema Político e Propostas de...
Módulo V
Globalização, Política Internacional e Brasileira
Módulo VI
Comunicação, Política e Formação da Opinião Pública
Módulo VII
Ética e Política
Módulo VIII
Política, Desenvolvimento Humano e Ecológico
Módulo IX
Síntese do Curso – Avaliação Final
Fundação Konrad Adenauer - escritório Fortaleza
Av. Dom Luís, 176, mezanino
60.160-230 Fortaleza-CE
Fone: 85 3261.9293.
Fax: 85 3261.2164.
Para mais informação sobre a Fundação Konrad Adenauer, acesse
www.kas.de/brasil
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domingo, 4 de janeiro de 2009
Mudança de Paradigma
De: João Bosco Nogueira
Professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece)
e-mail bosco54321@yahoo.com.br
extraído doJornal O Povo, 03 Jan 2009.
Publicado aqui com autorização do autor.
Mudança de paradigma: eis uma expressão recorrente no século passado, e tema de muitas discussões. No rastro, outras tantas, como reestruturação, reengenharia, redesenho, etc, muito comuns no mundo da administração, ora como anúncio de saudáveis mudanças, ora como modismo ou invencionice do mundo das empresas, ou ainda, como meio de dourar a linguagem da dominação. É chegada a hora de se utilizá-la com adequação e sinceridade, para se falar de uma mudança séria e inadiável.
E que paradigma deve substituir qual paradigma? Filósofos e cientistas credenciados, como I. Kant e F. Capra, nos dão esta indicação: é preciso mudar o modelo civilizatório racional-materialista-positivista reinante por um novo, que inclua outras dimensões da vida, como a espiritualidade, e a compreensão da complexidade da vida, a das pessoas, a das demais criaturas e a da própria Terra, sem o que o futuro da humanidade se compromete.
Um novo paradigma se contrapõe à lógica fragmentada mecanicista, cartesiana e positivista que impregnou os modelos científicos, econômicos, políticos, sociais e culturais do Ocidente, principalmente. O atual paradigma de civilização, a rigor, tem origem no Racionalismo que deformou o humanismo inicialmente libertador, como em Thomas Morus e Erasmo de Roterdã, dando-lhe uma feição arrogante e reducionista, reforçada depois pelo Positivismo.
A crise que aí está não é, na origem, de natureza econômica, e muito menos a maior, que certamente ainda está por vir. É, antes de tudo, uma crise do atual paradigma civilizatório, que faz da economia e dos valores materiais sua centralidade. Por isso, sua solução não se dá apenas pela via econômica. Doravante, ou se muda de paradigma ou nada se muda, para ameaça da humanidade. Sem essa compreensão, o governo Obama não trará mudanças significativas aos Estados Unidos, e muito menos ao resto do mundo, pois a crise é outra, e como diz Capra, é uma crise de compreensão, donde a necessidade de se mudar de paradigma.
Professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece)
e-mail bosco54321@yahoo.com.br
extraído doJornal O Povo, 03 Jan 2009.
Publicado aqui com autorização do autor.
Mudança de paradigma: eis uma expressão recorrente no século passado, e tema de muitas discussões. No rastro, outras tantas, como reestruturação, reengenharia, redesenho, etc, muito comuns no mundo da administração, ora como anúncio de saudáveis mudanças, ora como modismo ou invencionice do mundo das empresas, ou ainda, como meio de dourar a linguagem da dominação. É chegada a hora de se utilizá-la com adequação e sinceridade, para se falar de uma mudança séria e inadiável.
E que paradigma deve substituir qual paradigma? Filósofos e cientistas credenciados, como I. Kant e F. Capra, nos dão esta indicação: é preciso mudar o modelo civilizatório racional-materialista-positivista reinante por um novo, que inclua outras dimensões da vida, como a espiritualidade, e a compreensão da complexidade da vida, a das pessoas, a das demais criaturas e a da própria Terra, sem o que o futuro da humanidade se compromete.
Um novo paradigma se contrapõe à lógica fragmentada mecanicista, cartesiana e positivista que impregnou os modelos científicos, econômicos, políticos, sociais e culturais do Ocidente, principalmente. O atual paradigma de civilização, a rigor, tem origem no Racionalismo que deformou o humanismo inicialmente libertador, como em Thomas Morus e Erasmo de Roterdã, dando-lhe uma feição arrogante e reducionista, reforçada depois pelo Positivismo.
A crise que aí está não é, na origem, de natureza econômica, e muito menos a maior, que certamente ainda está por vir. É, antes de tudo, uma crise do atual paradigma civilizatório, que faz da economia e dos valores materiais sua centralidade. Por isso, sua solução não se dá apenas pela via econômica. Doravante, ou se muda de paradigma ou nada se muda, para ameaça da humanidade. Sem essa compreensão, o governo Obama não trará mudanças significativas aos Estados Unidos, e muito menos ao resto do mundo, pois a crise é outra, e como diz Capra, é uma crise de compreensão, donde a necessidade de se mudar de paradigma.
Prêmio Gandhi de Comunicação 2009
A edição 2009 do Prêmio Gandhi de Comunicação, concedido pela Agência da Boa Notícia, está ampliada. As categorias passam de três para sete: Jornalismo impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo, Fotojornalismo, Peça ou campanha publicitária, Reportagem produzida por estudante de Jornalismo, divulgada no âmbito da Instituição de Ensino Superior e Peça ou campanha publicitária produzida por estudante de Publicidade e Propaganda, divulgada no âmbito da IES. Os trabalhos, produzidos de 20 de junho de 2008 a 30 de abril de 2009 por profissionais e estudantes das áreas de jornalismo e publicidade, deverão enfocar a Cultura de Paz. As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de maio de 2009 pela internet (www.boanoticia.org.br), no banner do Prêmio Gandhi, ou na sede da Agência da Boa Notícia (Av. Desembargador Moreira, 2120 – Sala 1307 – Aldeota)
Para ler na íntegra: www.boanoticia.org.br
Para ler na íntegra: www.boanoticia.org.br
sábado, 3 de janeiro de 2009
Mensagens de Ano Bom
Neste final de ano, recebi várias mensagens. Algumas, muito boas, eu não conseguiria reproduzir aqui. Eis umas bem interessantes que julguei ser bom dividir com você:
De Alberto Teixeira:
OLÁ,
VC NÃO É A REDE GLOBO
+ tem 99% da minha audiência
VC NÃO É PIZZA
+ é massa ...
VC NÃO É PALITO
+ é gente fina
VC NÃO É O PROGRAMA DO GUGU NO DOMINGO
+ é legal
VC NÃO É PROMOÇÃO
+ é um barato
VC NÃO É REVISTA
+ estou contigo
VC NÃO É UMA DAS 7 MARAVILHAS DO MUNDO
+ poderia ser
VC NÃO É BRAHMA
+ é número 1
ENFIM:
MEU CARINHO POR VC NÃO É A 'TIM'
+ eh sem fronteira!!!!
Espero que vc leia mesmo, tá?
Você conhece o relacionamento entre seus dois olhos?
Eles piscam juntos, eles se movem juntos, eles choram juntos, eles vêem coisas juntos e eles dormem juntos, embora eles nunca vejam um ao outro...
A amizade deveria ser exatamente assim!
Quem é seu melhor amigo? Envie isto para todos seus melhores amigos. Veja quantos vc recebe de volta.
Se vc conseguir mais de 3, então vc é real!!!
............
De Silvia Moura:
"Eu louvo a Dança,
pois ela liberta as pessoas,
unindo os dispersos em comunidade.
Eu louvo a Dança
que requer muito empenho,
que fortalece a saúde, o espírito, iluminando-o
transmutando o homem em uma alma alada.
Dança é mudança do espaço, do tempo,
do perigo contínuo de dissolver-se
e tornar-se somente cérebro, vontade ou sentimentos.
A Dança requer o homem libertado,
ondulado no equilíbrio das coisas.
Por isso eu louvo a Dança.
A Dança exige o homem
todo ancorado em seu centro
para que não se torne, pelos desejos desregrados,
possesso de pessoas e coisas,
e arranca-o da demonia
de viver trancado em si mesmo.
Ó homem, aprende a Dançar!
caso contrário, os anjos não saberão
o que fazer contigo."
Santo Agostinho
.............
De Elza Ferreira:
"No ano que vem vou fazer um check-up, reformar os meus ternos, vou trocar os meus móveis, viajar no inverno, como convém.
No ano que vem vou me fantasiar, desfilar na avenida, decorar samba enredo, vou mudar minha vida, como convém.
No ano que vem faço vestibular, vou tocar clarineta, aprender dançar valsa, fox-trot ou salsa, como convém.
E vou me converter no ano que vem, registrar a escritura, vou pagar a promessa e andar mais depressa. Como convém. No ano que vem vou tratar meus dentes, visitar uns parentes, vou limpar o porão, vou casar na igreja, como convém.
No ano que vem vou soltar busca-pé, empinar papagaio, vou comer manga-espada e sentar na calçada, até.
No ano que vem vou pagar minhas dívidas, apagar minhas dúvidas e trocar o meu carro e largar o cigarro. Como convém. No ano que vem vou fazer um regime, e vou mudar de time, viajar para a França e estudar esperanto. Como convém.
Vou plantar uma rosa no ano que vem e escrever um romance e fazer exercício, desde o início, como convém. E entrar para a política e me candidatar, no ano que vem, fazer revolução, lutar na Nicaragua, por que não?
E fazer uma plástica, no ano que vem e ficar destemido, decorar um poema e escrever pra você, como convém.
Se não der certo, no entanto, neste ano que vem, vou deixar de cobrança do que fiz ou não fiz. Neste ano que vem quero, como convém, ser, apenas, feliz.”
Elza Ferreira
............
"Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver!"
Dalai Lama
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Acerte em tudo que puder acertar, mas não se torture com seus erros."
Paulo Coelho
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento."
Clarice Lispector
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Aos que me jogaram pedras, o meu 'muito obrigado'. Foi com elas que construí meu castelo."
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Não importa que tipo de fisionomia a vida lhe mostre. Importa a fisionomia com que você encara a vida."
Schmidt
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Diz uma lenda chinesa que amizades verdadeiras são como árvores de raízes profundas: nenhuma tempestade consegue arrancar."
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Fernando Pessoa
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.”
Paulo Coelho
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Existem pessoas que não se tornam especiais pela maneira de ser, ou de agir, mas pela profundidade com que atingem nossos sentimentos."
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"As quatro coisas que não voltam atrás: A pedra atirada, a palavra dita, a ocasião perdida e o tempo passado."
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"As mais lindas coisas da vida não podem ser vistas nem tocadas, mas sim, sentidas pelo coração."
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Em vão buscaremos ao longe a felicidade, se não a cultivarmos dentro de nós mesmos."
Rousseau
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos."
Eleanor Roosevelt
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira!“
Che Guevara
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos."
Thomas Handy
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Paciência e perseverança têm o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem."
John Quincy Adams
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Não tenho medo de morrer; tenho medo, sim, é de deixar de viver."
François Mitterant
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"O tempo não espera por ninguém. Ontem é história. O amanhã é um mistério. O hoje é uma dádiva, por isso é chamado de presente."
Adalberto Godoy
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Tudo é possível. É só você querer, dias melhores virão, melhores em tudo."
Dias Melhores - Jota Quest
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Não sei se a vida é curta ou longa demais, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas."
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
Textos das mensagens:
www.bilibio.com.br
...........
De Aécio Vitalino, para pessoas especiais!
Em abril, Maya Angelou foi entrevistada por Oprah Winfrey na passagem de seu aniversário, mais de 70. Oprah perguntou o que ela sente diante da velhice que chega. Resposta: 'animada'.
Comentando as mudanças no corpo, disse que há muitas, a cada dia. Como os peitos, que estão competindo um com o outro para ver qual chega primeiro à cintura.
A platéia riu de chorar.
Uma das grandes vozes do nosso tempo, Maya Angelou é uma mulher simples, direta, cheia de sabedoria...
Alguns exemplos:
Aprendi que aconteça o que acontecer, pode até parecer ruim hoje, mas a vida continua e amanhã melhora.
Aprendi que dá para descobrir muita coisa a respeito de uma pessoa observando-se como ela lida com três coisas: dia de chuva, bagagem perdida, luzes de árvore de Natal emboladas.
Aprendi que, independentemente da relação que você tenha com seus pais, vai ter saudade deles quando se forem.
Aprendi que 'ganhar a vida' [making a living] não é o mesmo que 'ter uma vida' [making a life].
Aprendi que a vida às vezes nos oferece uma segunda oportunidade.
Aprendi que a gente não deve viver tentando agarrar tudo pela vida afora; tem que saber abrir mão de algumas coisas.
Aprendi que quando decido alguma coisa com o coração, em geral vem a ser a decisão correta.
Aprendi que mesmo quando tenho dores, não tenho que ser um saco.
Aprendi que todo dia a gente deve estender a mão e tocar alguém. As pessoas adoram um abraço apertado, ou mesmo um simples tapinha nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito o que aprender.
Aprendi que as pessoas esquecem o que você diz, esquecem o que você faz, mas não esquecem como você faz com que se sintam.
Mande este texto para cinco pessoas fantásticas ainda hoje. Com isso, uma coisa vai acontecer: alguém vai se sentir bem.
Você é uma pessoa fantástica para mim!
...........
O latim tem duas formas de designar o outro: alter, para o igual; e alien, para o agressor. Cabe a você decidir como vai receber o outro.
Ademir Costa
De Alberto Teixeira:
OLÁ,
VC NÃO É A REDE GLOBO
+ tem 99% da minha audiência
VC NÃO É PIZZA
+ é massa ...
VC NÃO É PALITO
+ é gente fina
VC NÃO É O PROGRAMA DO GUGU NO DOMINGO
+ é legal
VC NÃO É PROMOÇÃO
+ é um barato
VC NÃO É REVISTA
+ estou contigo
VC NÃO É UMA DAS 7 MARAVILHAS DO MUNDO
+ poderia ser
VC NÃO É BRAHMA
+ é número 1
ENFIM:
MEU CARINHO POR VC NÃO É A 'TIM'
+ eh sem fronteira!!!!
Espero que vc leia mesmo, tá?
Você conhece o relacionamento entre seus dois olhos?
Eles piscam juntos, eles se movem juntos, eles choram juntos, eles vêem coisas juntos e eles dormem juntos, embora eles nunca vejam um ao outro...
A amizade deveria ser exatamente assim!
Quem é seu melhor amigo? Envie isto para todos seus melhores amigos. Veja quantos vc recebe de volta.
Se vc conseguir mais de 3, então vc é real!!!
............
De Silvia Moura:
"Eu louvo a Dança,
pois ela liberta as pessoas,
unindo os dispersos em comunidade.
Eu louvo a Dança
que requer muito empenho,
que fortalece a saúde, o espírito, iluminando-o
transmutando o homem em uma alma alada.
Dança é mudança do espaço, do tempo,
do perigo contínuo de dissolver-se
e tornar-se somente cérebro, vontade ou sentimentos.
A Dança requer o homem libertado,
ondulado no equilíbrio das coisas.
Por isso eu louvo a Dança.
A Dança exige o homem
todo ancorado em seu centro
para que não se torne, pelos desejos desregrados,
possesso de pessoas e coisas,
e arranca-o da demonia
de viver trancado em si mesmo.
Ó homem, aprende a Dançar!
caso contrário, os anjos não saberão
o que fazer contigo."
Santo Agostinho
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De Elza Ferreira:
"No ano que vem vou fazer um check-up, reformar os meus ternos, vou trocar os meus móveis, viajar no inverno, como convém.
No ano que vem vou me fantasiar, desfilar na avenida, decorar samba enredo, vou mudar minha vida, como convém.
No ano que vem faço vestibular, vou tocar clarineta, aprender dançar valsa, fox-trot ou salsa, como convém.
E vou me converter no ano que vem, registrar a escritura, vou pagar a promessa e andar mais depressa. Como convém. No ano que vem vou tratar meus dentes, visitar uns parentes, vou limpar o porão, vou casar na igreja, como convém.
No ano que vem vou soltar busca-pé, empinar papagaio, vou comer manga-espada e sentar na calçada, até.
No ano que vem vou pagar minhas dívidas, apagar minhas dúvidas e trocar o meu carro e largar o cigarro. Como convém. No ano que vem vou fazer um regime, e vou mudar de time, viajar para a França e estudar esperanto. Como convém.
Vou plantar uma rosa no ano que vem e escrever um romance e fazer exercício, desde o início, como convém. E entrar para a política e me candidatar, no ano que vem, fazer revolução, lutar na Nicaragua, por que não?
E fazer uma plástica, no ano que vem e ficar destemido, decorar um poema e escrever pra você, como convém.
Se não der certo, no entanto, neste ano que vem, vou deixar de cobrança do que fiz ou não fiz. Neste ano que vem quero, como convém, ser, apenas, feliz.”
Elza Ferreira
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"Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver!"
Dalai Lama
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Acerte em tudo que puder acertar, mas não se torture com seus erros."
Paulo Coelho
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento."
Clarice Lispector
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Aos que me jogaram pedras, o meu 'muito obrigado'. Foi com elas que construí meu castelo."
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Não importa que tipo de fisionomia a vida lhe mostre. Importa a fisionomia com que você encara a vida."
Schmidt
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Diz uma lenda chinesa que amizades verdadeiras são como árvores de raízes profundas: nenhuma tempestade consegue arrancar."
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Fernando Pessoa
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.”
Paulo Coelho
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Existem pessoas que não se tornam especiais pela maneira de ser, ou de agir, mas pela profundidade com que atingem nossos sentimentos."
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"As quatro coisas que não voltam atrás: A pedra atirada, a palavra dita, a ocasião perdida e o tempo passado."
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"As mais lindas coisas da vida não podem ser vistas nem tocadas, mas sim, sentidas pelo coração."
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Em vão buscaremos ao longe a felicidade, se não a cultivarmos dentro de nós mesmos."
Rousseau
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos."
Eleanor Roosevelt
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira!“
Che Guevara
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos."
Thomas Handy
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Paciência e perseverança têm o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem."
John Quincy Adams
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Não tenho medo de morrer; tenho medo, sim, é de deixar de viver."
François Mitterant
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"O tempo não espera por ninguém. Ontem é história. O amanhã é um mistério. O hoje é uma dádiva, por isso é chamado de presente."
Adalberto Godoy
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Tudo é possível. É só você querer, dias melhores virão, melhores em tudo."
Dias Melhores - Jota Quest
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
"Não sei se a vida é curta ou longa demais, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas."
Um Ano Novo muito feliz para você!!!
Textos das mensagens:
www.bilibio.com.br
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De Aécio Vitalino, para pessoas especiais!
Em abril, Maya Angelou foi entrevistada por Oprah Winfrey na passagem de seu aniversário, mais de 70. Oprah perguntou o que ela sente diante da velhice que chega. Resposta: 'animada'.
Comentando as mudanças no corpo, disse que há muitas, a cada dia. Como os peitos, que estão competindo um com o outro para ver qual chega primeiro à cintura.
A platéia riu de chorar.
Uma das grandes vozes do nosso tempo, Maya Angelou é uma mulher simples, direta, cheia de sabedoria...
Alguns exemplos:
Aprendi que aconteça o que acontecer, pode até parecer ruim hoje, mas a vida continua e amanhã melhora.
Aprendi que dá para descobrir muita coisa a respeito de uma pessoa observando-se como ela lida com três coisas: dia de chuva, bagagem perdida, luzes de árvore de Natal emboladas.
Aprendi que, independentemente da relação que você tenha com seus pais, vai ter saudade deles quando se forem.
Aprendi que 'ganhar a vida' [making a living] não é o mesmo que 'ter uma vida' [making a life].
Aprendi que a vida às vezes nos oferece uma segunda oportunidade.
Aprendi que a gente não deve viver tentando agarrar tudo pela vida afora; tem que saber abrir mão de algumas coisas.
Aprendi que quando decido alguma coisa com o coração, em geral vem a ser a decisão correta.
Aprendi que mesmo quando tenho dores, não tenho que ser um saco.
Aprendi que todo dia a gente deve estender a mão e tocar alguém. As pessoas adoram um abraço apertado, ou mesmo um simples tapinha nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito o que aprender.
Aprendi que as pessoas esquecem o que você diz, esquecem o que você faz, mas não esquecem como você faz com que se sintam.
Mande este texto para cinco pessoas fantásticas ainda hoje. Com isso, uma coisa vai acontecer: alguém vai se sentir bem.
Você é uma pessoa fantástica para mim!
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O latim tem duas formas de designar o outro: alter, para o igual; e alien, para o agressor. Cabe a você decidir como vai receber o outro.
Ademir Costa
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Adam Smith e Marx dialogam sobre o desmonte do capitalismo financeiro
Para seu conhecimento e conclusão.
Fonte: Seção "Economia", da Agência Carta Maior, de 30/11/2008
"O que aconteceu nos últimos 30 anos no mundo vai contra tudo o que tu e eu, como economistas e como filósofos morais, queríamos", diz Adam Smith a Karl Marx", num diálogo imaginado pelo professor Antoni Domènech, professor de Filosofia da Universidade de Barcelona. No diálogo, eles conversam sobre a situação do capitalismo, defendem a atividade econômica geradora de riqueza e criticam os parasitas rentistas que buscam o lucro a qualquer preço.
Antoni Domènech - Sin Permiso
O professor Antoni Domènech, catedrático de Filosofia Moral na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Barcelona e editor da revista SinPermiso, produziu um diálogo fictício entre Adam Smith e Karl Marx sobre a crise atual do capitalismo.
Karl Marx: Viste, velho, que esse menino, Joseph Stiglitz, anda dizendo por aí que o colapso de Wall Street equivale à queda do Muro de Berlim e do socialismo real?
Adam Smith: Não é para ficar contente, nem eu nem tu. E tu, menos ainda que eu, Carlos.
Karl Marx: Cara, por conta do suicídio do capitalismo financeiro, meu nome voltou a estar na moda; meus livros, segundo informa o The Guardian, se esgotam. Até os mais conservadores, como o ministro das finanças da Alemanha, reconhecem que em minha teoria econômica há algo que ainda vale à pena levar em conta...
Adam Smith: Não me venhas agora com vaidades acadêmicas mesquinhas post mortem, Carlinhos, já que em vida jamais te abandonaste a esse tipo de coisa. Eu falo num sentido mais fundamental, mais político. Nenhum dos dois pode estar contente e, te repito, tu menos ainda que eu.
Karl Marx: Sim, e aí?
Adam Smith: O “socialismo real” que se construiu em teu nome e não tinha nada a ver contigo. Pelo menos tu, sim, te identificaste como “socialista”. Eu, por outro lado, nem sequer jamais chamei a mim mesmo de “liberal”! Isso de “liberalismo” é uma coisa do século XIX (a palavra, como tu sabes, foi inventada pelos espanhóis em 1812), e vão e a atribuem a mim, um cara que morreu oportunamente em 1793. É ridículo!Como isso foi me acontecer?
Karl Marx: Já vejo por onde estás indo. Queres dizer que nem a queda do Muro de Berlim nem o colapso do capitalismo financeiro em 2008 têm muito a ver nem contigo nem comigo, mas que, ainda assim, nos jogam as responsabilidades?
Adam Smith: Exatamente. Mas em teu caso é pior, Carlos. Porque tu, sim, te disseste socialista. A mim pouco importa o “liberalismo”, qualquer liberalismo. Não há o que explicar a ti, precisamente um de meus discípulos mais inteligentes, que nem minha teoria econômica nem minha filosofia moral tinham nada a ver com o tipo de ciência econômica, positiva e normativa, que começou a impor-se nos teus últimos anos de vida, isso a que tu ainda chegaste a chamar “economia vulgar” e que tanto agradou aos liberais de tipo decimonônico.
Karl Marx: Claro, tu e eu ainda fomos clássicos. Depois veio essa caterva vulgar de neoclássicos, incapazes de distinguir qualquer coisa.
Adam Smith: Por exemplo, entre atividades produtivas e improdutivas, entre atividades que geram valor e riqueza tangível e atividades econômicas que se limitam a obter rendas não resultantes de trabalho (rendas derivadas da propriedade de bens imóveis, rendas derivadas dos patrimônios financeiros, rendas resultantes de operações em mercados não-livres, monopólicos ou oligopólicos). Nunca deixou de me impressionar a agudeza com que elaboraste criticamente algumas dessas minhas distinções, por exemplo, nas teorias da mais-valia.
Karl Marx: É evidente. Tu falaste repetidas vezes da necessidade imperiosa de intervir publicamente em favor da atividade econômica produtiva. Isso é o que para ti significava “mercado livre”; nada a ver com o imperativo de paralisia pública dos liberais e dos economistas vulgares, incapazes de distinguir entre atividade econômica geradora de riqueza e atividade parasitária visando ao lucro.
Adam Smith: Em meu mercado livre os lucros das empresas verdadeiramente competitivas e produtivas e os salários dos trabalhadores dessas empresas nem sequer teriam que ser tributados. Em troca, para manter um mercado livre no sentido em que defendo, os governos deveriam matar de impostos os lucros imobiliários, financeiros e todas as rendas monopólicas...
Karl Marx: Quer dizer, a tudo o que, depois de terem dado a mim por morto, e em teu nome, Adam, em teu nome!, se fez com que deixassem de pagar impostos nos últimos 25 anos. Haja saco!
Adam Smith: Haja saco, Carlos! Porque o que eu disse é que uma economia verdadeiramente livre, na medida em que estimulasse a riqueza tangível podia gerar - graças, entre outras coisas, a um tratamento fiscal agressivo do parasitismo rentista e da pseudo-riqueza intangível - amplos recursos públicos que poderiam ser destinados a serviços sociais, à promoção da arte e da ciência básica – que é, como a arte, incompatível com o lucro privado -, a estabelecer uma renda básica universal e incondicional de cidadania, como queria meu conterrâneo Tom Paine, etc. Vês, já, Carlos: eu, que não passei de um modesto republicano whig (1) de meu tempo, agora, se quatro preguiçosos, ainda que ignorantes, professorzinhos não me falseassem, e se lessem com conhecimento histórico de causa, até poderia passar por um perigosíssimo socialista dos teus. E te direi, e há de ficar entre nós, que, considerando o que temos visto, a tua companhia resulta bastante grata a mim...
Karl Marx: Na realidade, todo o teu conhecimento, como o de tantos republicanos atlânticos de tua geração, foi posto a serviço do princípio enunciado pelo grande florentino mal-afamado, a saber: que a liberdade republicana não pode florescer em nenhum povo que consinta com a aparição de magnatas e senhores [gentilhuomini], capazes de desafiar a república. E só assim se vê como a falsificação, em teu caso, é pior que no meu: o “socialismo real” abusou aberrantemente da palavra “socialismo”, dando cabimento ao regozijo de meus inimigos; mas tu nem chegaste a te inteirar sobre o que era esse tal de “liberalismo”!
Adam Smith: Quem não se consola é porque não quer, Carlos. O certo é que o que aconteceu nos últimos 30 anos no mundo vai contra tudo o que tu e eu, como economistas e como filósofos morais, queríamos. Olha esses pobres espanhóis, inventores do termo “liberalismo”. A ti e a mim importava sobretudo a distribuição funcional do produto social (isso a que agora tratam como PIB): pois bem, a proporção da massa salarial em relação ao PIB não parou de baixar, na Espanha, e seguiu baixando inclusive depois que o partido até há muito pouco tempo se dizia marxista voltou a assumir o governo em 2004...
Karl Marx: Sim, sim, um horror...Mas é que quando esses meninos supostamente me abandonaram por ti e passaram a se chamar “social-liberais” no começo dos anos 80, o que fizeram foi uma coisa que também teria te deixado de cabelo em pé. Observa que não só retrocedeu a proporção da massa salarial em relação ao PIB, senão que, na Espanha do pelotazo (2) e do enrichisez-vous (3) de Felipe González, o mesmo que na Argentina da “pizza e do champanhe” de Menem e em quase todo o mundo, os lucros empresariais propriamente ditos também começaram a retroceder também em relação aos rendimentos imobiliários, financeiros e as rendas monopólicas, no PIB...
Adam Smith: Como nos arrebentaram, Carlos!
Karl Marx: Não te desesperes, Adam. A história é caprichosa e, quem sabe seja melhor, agora, que comecem a nos levar a sério. Observa que acabaram de dar o Prêmio Nobel a um menino bem danado, que há anos estuda a competição monopólica e resgata Chamberlain e Keynes, esses caras que ao menos se esforçaram para nos entender, a ti e a mim, nos anos 30 do século XX, e que queriam promover a “eutanásia do rentista”...
Adam Smith: - Eu fui um republicano whig bastante cético, Carlos. Não vivi o movimento dos trabalhadores dos séculos XIX e XX e a epopéia de sua luta pela democracia. Não posso entregar-me tão facilmente ao Princípio Esperança (4) daquele famoso discípulo teu, agora, certamente, quase esquecido.
Tradução: Katarina Peixoto
Notas
(1) O Whig Party era o partido que reunia as tendências liberais no Reino Unido e se contrapunha ao Tory Party, dos conservadores. Whig (ou Whigs) é uma expressão de origem popular que se tornou termo corrente na designação do partido liberal no Reino Unido. Esta corrente contribuiu para a formação do atual Partido Democrata Liberal – Liberal Democrats. Também está presente em algumas vertentes do Partido Trabalhista inglês-Labour Party. É profundamente relacionado ao protestantismo calvinista, na sua forma presbiteriana, das sociedades escocesa inglesa. Tem origem nas forças políticas escocesas e inglesas que lutaram a favor de um regime parlamentar protestante: o Whig Party.
O Whig Party foi um dos partidos mais influentes no sistema parlamentar britânico até o fim da Primeira Guerra Mundial, alternando com os Tories na formação do governo britânico. Depois da Primeira Guerra, o partido perdeu importância e foi praticamente substituído pelo partido trabalhista (Labour Party) na alternância do poder político no Reino Unido com os Tories.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Whig_(Reino_Unido) N.deT.
(2) A cultura do pelotazo, na Espanha, refere-se ao enriquecimento rápido e sem esforço.
(3) Expressão atribuída historicamente a uma suposta afirmação do historiador e político francês François Guizot (1787-1874). Num contexto de restauração de forças conservadoras no poder francês, teria Guizot, segundo consta na tradição do anedotário político, expressado seu entendimento da agenda revolucionária de 1789. Consta que, logo após ter assumido a chefia efetiva do governo, por volta de 1840, ele pronunciou: “Esclareçam-se, enriqueçam, melhorem a condição moral e material da nossa França”. Para outros, Guizot disse isto: “Enriqueçam para o trabalho e para a indulgência e serão eleitores”, respondendo aos detratores do voto censitário. A expressão passou então a ser usada como descrição de um comportamento cínico e privatista, como parece ser o caso nesse diálogo. N.deT.
(4) O Princípio Esperança (editado no Brasil pela Contraponto) é o trabalho mais famoso de Ernst Bloch, de 1959. Sobre Bloch, são dignas de reprodução as seguintes considerações de Michael Löwy: “Teólogo da revolução” e filósofo da esperança, amigo de juventude de Lukács e Walter Benjamin, Ernst Bloch designa a si próprio como um pensador romântico revolucionário. Nascido na cidade industrial de Ludwigschafen, sede da IG Farben (Importante Empresa Química), olhava com espanto e admiração a cidade vizinha, Manheim, velho centro cultural e religioso; como dirá mais tarde numa entrevista autobiográfica, esse contraste entre “a aparência feia, despida e sem delicadeza do capitalismo tardio” - símbolo do “caráter-de-estação-de-trens” (Bahnfof-shaftigkeit) de nossa vida moderna e a antiga cidade do outro lado do Reno, símbolo da “mais radiante história medieval” e do “Santo Império Romano Germânico”, deixou uma profunda marca em seu espírito.
Leitor entusiasta de Schelling desde a adolescência, aluno do sociólogo neo-romântico (judeu) Georg Simmel, em Berlim, Bloch irá participar durante alguns anos (com Lukács) do Círculo Max Weber de Heidelberg, um dos principais núcleos do romantismo anticapitalista nos meios universitários alemães. Testemunhos da época o descrevem como um “judeu apocalíptico catolicizante”, ou como “um novo filósofo judeu...” que se acreditava, com toda evidência, precursor de um novo Messias./ Por essa época (1910-17), havia uma profunda comunhão espiritual entre Bloch e Lukács, de que é possível acompanhar os vestígios em seus primeiros escritos. Segundo Bloch (na entrevista que me concedeu em 1974), “éramos como vasos comunicantes; a água encontrava-se sempre à mesma altura nas duas colunas”. Foi graças a Lukács que ele se iniciou no universo religioso de Mestre Eckhart, Kierkegaard e Dostoiévski – três fontes decisivas para sua evolução espirital. ”In: Redenção e Utopia: o judaísmo libertário na Europa central (Um estudo de afinidade eletiva)”. Trad. Paulo Neves, São Paulo, SP, Companhia das Letras, 1989, p. 120). N. de T.
Fonte: Seção "Economia", da Agência Carta Maior, de 30/11/2008
"O que aconteceu nos últimos 30 anos no mundo vai contra tudo o que tu e eu, como economistas e como filósofos morais, queríamos", diz Adam Smith a Karl Marx", num diálogo imaginado pelo professor Antoni Domènech, professor de Filosofia da Universidade de Barcelona. No diálogo, eles conversam sobre a situação do capitalismo, defendem a atividade econômica geradora de riqueza e criticam os parasitas rentistas que buscam o lucro a qualquer preço.
Antoni Domènech - Sin Permiso
O professor Antoni Domènech, catedrático de Filosofia Moral na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Barcelona e editor da revista SinPermiso, produziu um diálogo fictício entre Adam Smith e Karl Marx sobre a crise atual do capitalismo.
Karl Marx: Viste, velho, que esse menino, Joseph Stiglitz, anda dizendo por aí que o colapso de Wall Street equivale à queda do Muro de Berlim e do socialismo real?
Adam Smith: Não é para ficar contente, nem eu nem tu. E tu, menos ainda que eu, Carlos.
Karl Marx: Cara, por conta do suicídio do capitalismo financeiro, meu nome voltou a estar na moda; meus livros, segundo informa o The Guardian, se esgotam. Até os mais conservadores, como o ministro das finanças da Alemanha, reconhecem que em minha teoria econômica há algo que ainda vale à pena levar em conta...
Adam Smith: Não me venhas agora com vaidades acadêmicas mesquinhas post mortem, Carlinhos, já que em vida jamais te abandonaste a esse tipo de coisa. Eu falo num sentido mais fundamental, mais político. Nenhum dos dois pode estar contente e, te repito, tu menos ainda que eu.
Karl Marx: Sim, e aí?
Adam Smith: O “socialismo real” que se construiu em teu nome e não tinha nada a ver contigo. Pelo menos tu, sim, te identificaste como “socialista”. Eu, por outro lado, nem sequer jamais chamei a mim mesmo de “liberal”! Isso de “liberalismo” é uma coisa do século XIX (a palavra, como tu sabes, foi inventada pelos espanhóis em 1812), e vão e a atribuem a mim, um cara que morreu oportunamente em 1793. É ridículo!Como isso foi me acontecer?
Karl Marx: Já vejo por onde estás indo. Queres dizer que nem a queda do Muro de Berlim nem o colapso do capitalismo financeiro em 2008 têm muito a ver nem contigo nem comigo, mas que, ainda assim, nos jogam as responsabilidades?
Adam Smith: Exatamente. Mas em teu caso é pior, Carlos. Porque tu, sim, te disseste socialista. A mim pouco importa o “liberalismo”, qualquer liberalismo. Não há o que explicar a ti, precisamente um de meus discípulos mais inteligentes, que nem minha teoria econômica nem minha filosofia moral tinham nada a ver com o tipo de ciência econômica, positiva e normativa, que começou a impor-se nos teus últimos anos de vida, isso a que tu ainda chegaste a chamar “economia vulgar” e que tanto agradou aos liberais de tipo decimonônico.
Karl Marx: Claro, tu e eu ainda fomos clássicos. Depois veio essa caterva vulgar de neoclássicos, incapazes de distinguir qualquer coisa.
Adam Smith: Por exemplo, entre atividades produtivas e improdutivas, entre atividades que geram valor e riqueza tangível e atividades econômicas que se limitam a obter rendas não resultantes de trabalho (rendas derivadas da propriedade de bens imóveis, rendas derivadas dos patrimônios financeiros, rendas resultantes de operações em mercados não-livres, monopólicos ou oligopólicos). Nunca deixou de me impressionar a agudeza com que elaboraste criticamente algumas dessas minhas distinções, por exemplo, nas teorias da mais-valia.
Karl Marx: É evidente. Tu falaste repetidas vezes da necessidade imperiosa de intervir publicamente em favor da atividade econômica produtiva. Isso é o que para ti significava “mercado livre”; nada a ver com o imperativo de paralisia pública dos liberais e dos economistas vulgares, incapazes de distinguir entre atividade econômica geradora de riqueza e atividade parasitária visando ao lucro.
Adam Smith: Em meu mercado livre os lucros das empresas verdadeiramente competitivas e produtivas e os salários dos trabalhadores dessas empresas nem sequer teriam que ser tributados. Em troca, para manter um mercado livre no sentido em que defendo, os governos deveriam matar de impostos os lucros imobiliários, financeiros e todas as rendas monopólicas...
Karl Marx: Quer dizer, a tudo o que, depois de terem dado a mim por morto, e em teu nome, Adam, em teu nome!, se fez com que deixassem de pagar impostos nos últimos 25 anos. Haja saco!
Adam Smith: Haja saco, Carlos! Porque o que eu disse é que uma economia verdadeiramente livre, na medida em que estimulasse a riqueza tangível podia gerar - graças, entre outras coisas, a um tratamento fiscal agressivo do parasitismo rentista e da pseudo-riqueza intangível - amplos recursos públicos que poderiam ser destinados a serviços sociais, à promoção da arte e da ciência básica – que é, como a arte, incompatível com o lucro privado -, a estabelecer uma renda básica universal e incondicional de cidadania, como queria meu conterrâneo Tom Paine, etc. Vês, já, Carlos: eu, que não passei de um modesto republicano whig (1) de meu tempo, agora, se quatro preguiçosos, ainda que ignorantes, professorzinhos não me falseassem, e se lessem com conhecimento histórico de causa, até poderia passar por um perigosíssimo socialista dos teus. E te direi, e há de ficar entre nós, que, considerando o que temos visto, a tua companhia resulta bastante grata a mim...
Karl Marx: Na realidade, todo o teu conhecimento, como o de tantos republicanos atlânticos de tua geração, foi posto a serviço do princípio enunciado pelo grande florentino mal-afamado, a saber: que a liberdade republicana não pode florescer em nenhum povo que consinta com a aparição de magnatas e senhores [gentilhuomini], capazes de desafiar a república. E só assim se vê como a falsificação, em teu caso, é pior que no meu: o “socialismo real” abusou aberrantemente da palavra “socialismo”, dando cabimento ao regozijo de meus inimigos; mas tu nem chegaste a te inteirar sobre o que era esse tal de “liberalismo”!
Adam Smith: Quem não se consola é porque não quer, Carlos. O certo é que o que aconteceu nos últimos 30 anos no mundo vai contra tudo o que tu e eu, como economistas e como filósofos morais, queríamos. Olha esses pobres espanhóis, inventores do termo “liberalismo”. A ti e a mim importava sobretudo a distribuição funcional do produto social (isso a que agora tratam como PIB): pois bem, a proporção da massa salarial em relação ao PIB não parou de baixar, na Espanha, e seguiu baixando inclusive depois que o partido até há muito pouco tempo se dizia marxista voltou a assumir o governo em 2004...
Karl Marx: Sim, sim, um horror...Mas é que quando esses meninos supostamente me abandonaram por ti e passaram a se chamar “social-liberais” no começo dos anos 80, o que fizeram foi uma coisa que também teria te deixado de cabelo em pé. Observa que não só retrocedeu a proporção da massa salarial em relação ao PIB, senão que, na Espanha do pelotazo (2) e do enrichisez-vous (3) de Felipe González, o mesmo que na Argentina da “pizza e do champanhe” de Menem e em quase todo o mundo, os lucros empresariais propriamente ditos também começaram a retroceder também em relação aos rendimentos imobiliários, financeiros e as rendas monopólicas, no PIB...
Adam Smith: Como nos arrebentaram, Carlos!
Karl Marx: Não te desesperes, Adam. A história é caprichosa e, quem sabe seja melhor, agora, que comecem a nos levar a sério. Observa que acabaram de dar o Prêmio Nobel a um menino bem danado, que há anos estuda a competição monopólica e resgata Chamberlain e Keynes, esses caras que ao menos se esforçaram para nos entender, a ti e a mim, nos anos 30 do século XX, e que queriam promover a “eutanásia do rentista”...
Adam Smith: - Eu fui um republicano whig bastante cético, Carlos. Não vivi o movimento dos trabalhadores dos séculos XIX e XX e a epopéia de sua luta pela democracia. Não posso entregar-me tão facilmente ao Princípio Esperança (4) daquele famoso discípulo teu, agora, certamente, quase esquecido.
Tradução: Katarina Peixoto
Notas
(1) O Whig Party era o partido que reunia as tendências liberais no Reino Unido e se contrapunha ao Tory Party, dos conservadores. Whig (ou Whigs) é uma expressão de origem popular que se tornou termo corrente na designação do partido liberal no Reino Unido. Esta corrente contribuiu para a formação do atual Partido Democrata Liberal – Liberal Democrats. Também está presente em algumas vertentes do Partido Trabalhista inglês-Labour Party. É profundamente relacionado ao protestantismo calvinista, na sua forma presbiteriana, das sociedades escocesa inglesa. Tem origem nas forças políticas escocesas e inglesas que lutaram a favor de um regime parlamentar protestante: o Whig Party.
O Whig Party foi um dos partidos mais influentes no sistema parlamentar britânico até o fim da Primeira Guerra Mundial, alternando com os Tories na formação do governo britânico. Depois da Primeira Guerra, o partido perdeu importância e foi praticamente substituído pelo partido trabalhista (Labour Party) na alternância do poder político no Reino Unido com os Tories.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Whig_(Reino_Unido) N.deT.
(2) A cultura do pelotazo, na Espanha, refere-se ao enriquecimento rápido e sem esforço.
(3) Expressão atribuída historicamente a uma suposta afirmação do historiador e político francês François Guizot (1787-1874). Num contexto de restauração de forças conservadoras no poder francês, teria Guizot, segundo consta na tradição do anedotário político, expressado seu entendimento da agenda revolucionária de 1789. Consta que, logo após ter assumido a chefia efetiva do governo, por volta de 1840, ele pronunciou: “Esclareçam-se, enriqueçam, melhorem a condição moral e material da nossa França”. Para outros, Guizot disse isto: “Enriqueçam para o trabalho e para a indulgência e serão eleitores”, respondendo aos detratores do voto censitário. A expressão passou então a ser usada como descrição de um comportamento cínico e privatista, como parece ser o caso nesse diálogo. N.deT.
(4) O Princípio Esperança (editado no Brasil pela Contraponto) é o trabalho mais famoso de Ernst Bloch, de 1959. Sobre Bloch, são dignas de reprodução as seguintes considerações de Michael Löwy: “Teólogo da revolução” e filósofo da esperança, amigo de juventude de Lukács e Walter Benjamin, Ernst Bloch designa a si próprio como um pensador romântico revolucionário. Nascido na cidade industrial de Ludwigschafen, sede da IG Farben (Importante Empresa Química), olhava com espanto e admiração a cidade vizinha, Manheim, velho centro cultural e religioso; como dirá mais tarde numa entrevista autobiográfica, esse contraste entre “a aparência feia, despida e sem delicadeza do capitalismo tardio” - símbolo do “caráter-de-estação-de-trens” (Bahnfof-shaftigkeit) de nossa vida moderna e a antiga cidade do outro lado do Reno, símbolo da “mais radiante história medieval” e do “Santo Império Romano Germânico”, deixou uma profunda marca em seu espírito.
Leitor entusiasta de Schelling desde a adolescência, aluno do sociólogo neo-romântico (judeu) Georg Simmel, em Berlim, Bloch irá participar durante alguns anos (com Lukács) do Círculo Max Weber de Heidelberg, um dos principais núcleos do romantismo anticapitalista nos meios universitários alemães. Testemunhos da época o descrevem como um “judeu apocalíptico catolicizante”, ou como “um novo filósofo judeu...” que se acreditava, com toda evidência, precursor de um novo Messias./ Por essa época (1910-17), havia uma profunda comunhão espiritual entre Bloch e Lukács, de que é possível acompanhar os vestígios em seus primeiros escritos. Segundo Bloch (na entrevista que me concedeu em 1974), “éramos como vasos comunicantes; a água encontrava-se sempre à mesma altura nas duas colunas”. Foi graças a Lukács que ele se iniciou no universo religioso de Mestre Eckhart, Kierkegaard e Dostoiévski – três fontes decisivas para sua evolução espirital. ”In: Redenção e Utopia: o judaísmo libertário na Europa central (Um estudo de afinidade eletiva)”. Trad. Paulo Neves, São Paulo, SP, Companhia das Letras, 1989, p. 120). N. de T.
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